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Manual da Escova Progressiva
Material
do Manual da Escova
Prograssiva
Gratuito
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O que faz a escova progressiva e qual a diferença em relação as outras?
O princípio ativo da escova progressiva é o formol (nome da solução aquosa a 37% de concentração do formaldeído, um gás incolor), que quebra a ligação original dos fios (HS-SH) e as transforma em (-S-H2C-CH2-S-), aumentando a disponibilidade de H, assim este não é tão disputado e não torce a fibra.
Primeiramente as cutículas são abertas, para permitir que o formol entre e reaja. Junto vai a queratina para repor aquela que eventualmente acabou sendo perdida pelas agressões externas ou processos químicos anteriores. O calor do secador e da piastra aceleram a reação do formol e modelam mais rapidamente (pois seria necessária uma concentração muito grande de formol e queratina para que somente eles alisassem completamente os cabelos). A fibra não consegue absorver todo o produto, o que sobra acaba servindo de conservante modelador.
O cabelo, livre de agressões e químicas, tem pH (índice de acidez) entre 4,5 e 6,5 (ligeiramente ácido), suas escamas estão fechadas.
A vantagem da escova progressiva sobre os outros processos de alisamento está na variação de pH muito baixa. A solução aquosa do formaldeído tem índice de acidez entre 2,5 e 4,5 (também ácida, muito próxima a dos cabelos). Os alisamentos feitos com hidróxido de sódio (soda cáustica) tem pH por volta de 12, tioglicolato de amônia pH entre 7 e 9 e hidróxido de guanidina, pH 13; portanto são produtos alcalinos. A variação muito brusca de pH faz com que as escamas se abram mais facilmente, porém acabam desnaturando a queratina (que é uma proteína); são considerados processos mais agressivos, estragam os cabelos a longo prazo. É verdade que é usado um shampoo de limpeza profunda com pH alcalino na escova progressiva, porém o tempo de exposição é muito baixo, os resíduos saem mas a estrutura não se altera.
Comparando com a escova definitiva, a progressiva acaba sendo melhor pois o resultado é mais natural, os cabelos não ficam esticados, com cara de alisante de supermercado. O efeito é suave, os cabelos ficam reestruturados, hidratados, lisos, brilhantes, sedosos e renovados.
(As tinturas para os cabelos tem pH entre 7 e 9, sem nenhum cuidado, a longo prazo, também acabam estragando os cabelos).
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Riscos reais e mitos2
Há muita polêmica sobre a utilização cosmética para cabelos do formol. Há também muitos mitos que devemos desvendar. Tentaremos apresentar uma opinião imparcial, baseada apenas em dados químicos/científicos.
O formol (solução a 37% de formaldeído) deve ser armazenado em embalagem de polietileno (plástico), mantida em local seco, bem ventilado, sem incidencia direta ou indireta do calor.
O gás formaldeído (HCHO) é muito usado em colas, na produção de compensados e produtos plásticos. Como conservante, está presente em papéis, carpetes, móveis, cosméticos e espumas. Na roupa de cama e no vestuário é usado para dar o acabamento. Também aparece na fumaça de carros e cigarros. À temperatura ambiente, os vapores são tóxicos e contaminam o ar. É um gás bactericida que irrita fortemente a pele, os olhos, nariz e gargante. Pode afetar células genéticas e se tornar cancerígeno. Não queima nem corrói, não é acido.
Alguns problemas causados pelo contato com o formaldeído sem precaução:
- Inalação: pode causar ardor no nariz e na garganta, tosse, rouquidão, lágrimas e pressao no peito. Em altíssimas concentrações, cãimbra, inchaço na laringe, edema pulmonar e pneumonia.
- Contato com a pele: Endurecimento e rachaduras na pele, em exposição frequente. Em concentrações acima de 10%, podem fazem cair os cabelos.
- Ingestão: vômitos, dor abdominal, danos aos rins, úlceras no abdômen e intestino.
Salões clandestinos no Rio de Janeiro usavam uma concentração absoluta de formolaldeido (forma pura, diferente da concentração de formol) entre 30% e 60%. Resultado: muitas pessoas passavam mal, descamavam, tinham a garganta seca e os olhos ardendo.
Alguns fatos:
- Nada na ciência é exato, a causa do câncer é desconhecida, se soubéssemos porque as células do corpo resolvem se multiplicar, já teríamos descoberto a cura do câncer. Todos os resultados são baseados em dados empíricos (observados, testados), não científicos.
- Profissionais da área de biológicas, como veterinários, médicos e enfermeiros, estão em contato com o formol constantemente, nem por isso tem problemas, provando que tomando as devidas precauções, não há risco.
- Os esmaltes também levam formol em sua composição (variando de 0,05% a 2%), alguns shampoos, como o Seda Lissage também. Na concentração certa (no máximo 2%), o formol é permitido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
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