Como somos "avaliados"
O resultado de tudo o que fazemos depende da maneira como nos
relacionamos com outras pessoas, de como nos apresentamos e como elas
nos interpretam.Isso também vale na hora de procurar emprego ou fazer
uma negociação. Afinal, não negociamos com máquinas, e sim com outras
pessoas.
As pessoas nos avaliam tanto no aspecto técnico como no
comportamental. A entonação de voz, a postura, o modo de sentar, de
comer, cumprimentar, tudo reflete a pessoa, tudo é avaliado.
Assim, um simples aperto de mão ou até o modo de tomar um
cafezinho, pode dizer muita coisa a seu respeito. Tudo isso é parte
integrante de um conjunto visual/comportamental que passa informações de
como você é, de quem você é.
É preciso ter em mente, porém, que para causar uma boa impressão
você deve evitar atitudes artificiais que traem a si próprio e depõem contra
sua integridade. Falsidade e arrogância são uma coisa; outra bem diferente é observar certas regras de comportamento e que servem ao bem comum.
E essas regras são baseadas exclusivamente no bom senso.
AS GAFES
As gafes em reuniões e almoços de negócios são muito comuns, até
entre os executivos mais experientes.
A palavra "gafe" vem do francês Gaffeur, que nada mais é do que a
pessoa que comete gafe. Existem três tipos de pessoas que cometem gafes:
os que assumem, os que disfarçam e os que tentam remediar.
Ao contrário do que muita gente pensa, não se deve tentar consertar
uma gafe. Gafe cometida, gafe assumida. Porque, ao tentar consertar, a
tendência é piorar a situação ainda mais.
Elas geralmente acontecem por falta de bom senso ou porque a pessoa
valoriza coisas que o outro não valoriza, ou ainda porque despreza algum
detalhe que o outro valoriza demais. É por isso que afirmamos que a
prudência e o bom senso são armas infalíveis para evitar as gafes.
"Se cometer uma gafe, o melhor é deixar ela passar.
Porque pior é tentar consertar."
REGRAS PARA
CUMPRIMENTAR E APRESENTAR
PESSOAS
As regras de etiqueta são uma espécie de código através do qual nós
informamos aos outros que somos preparados para conviver
harmoniosamente no grupo.
Essas regras tratam basicamente do comportamento social, e
englobam desde o modo de vestir-se adequadamente às diversas ocasiões,
até os modos de comer, de freqüentar ambientes públicos e, principalmente,
de como se relacionar com as pessoas. Por isso, vamos começar falando da
etiqueta dos cumprimentos e apresentações.
Há uma regra básica para todos os tipos de apresentação: quem quer
que esteja se apresentando ou sendo apresentado, deve sorrir e olhar a
pessoa nos olhos. Seriedade e tensão não funcionam bem nas
apresentações.
Outra coisa importante que deve ser observada — tanto por homens
como por mulheres — é que o tapinha nas costas e os beijinhos devem ser
evitados sempre, a menos que haja grande intimidade entre eles e a ocasião
permita esse tipo de carinho.
Pode ocorrer, também, que a pessoa apresentada — por uma questão
de descortesia — não estique a mão para receber o cumprimento. O que
fazer? Se ao esticar a mão para apresentar-se a alguém, ela não retribuir
esse gesto, retire a mão mas continue a apresentação. Esta atitude é a
correta.
Para apresentar alguém a um grupo, aproveite o momento em que
estiverem reunidos e diga algo mais ou menos assim: "Oi, pessoal, queria
apresentar a vocês a Luciana Forli, designer da Briattore, em Milão."
Saiba também que nas apresentações para um grupo estão dispensados
os apertos de mão.
Uma dúvida muito comum
Algumas pessoas ficam em dúvida na hora de apresentar o cônjuge. A
principal, é sobre a expressão a ser utilizada: se esposo, esposa... marido,
mulher.
Independentemente se são casados ou não, o mais adequado é
apresentar o parceiro como meu marido, ou minha mulher. Algo do tipo:
"Olá, esta é minha mulher, Denise." E de bom tom e evita
constrangimentos.
Pergunta indiscreta
Nunca deve-se perguntar a uma mulher se ela está grávida. Se ela
realmente estiver esperando um bebê não há problema, mas se, por outro
lado, ela só tiver engordado, a situação é muito constrangedora.