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Curso de Hipnose
Material
de Curso de Hipnose Gratuito
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Passes empregados para acordá-lo. -Basta simplesmente permanecer
assentado alguns instantes na poltrona, fazendo-lhe com a mão ligeiros
passes desde o queixo até à fronte, assegurando-lhe que o efeito está prestes
a acabar-se e que alguns momentos depois se adiará muito bem.
Fazei passar sempre as alucinações. -No caso em que houverdes provocado
ilusões e alucinações nos pacientes, tende sempre muito cuidado em faze-la
desaparecer logo que a experiência estiver terminada. Vigiai que as
impressões que produzistes sobre o espírito dos vossos pacientes no decorrer
das vossas experiências, nele não fiquem inexplicadas. Dai contra sugestões
fortes e positivas e, para conseguir produzi-las, fazei recair os vossos
pacientes num sono profundo. Afirmai-lhe que ele é forte e muito sadio,
livre de toda neurose que as idéias de que ele foi impregnado durante o sono
precedente estão agora e para todo o sempre apagadas no seu espírito e que,
logo que esteja acordado, não sentirá nenhum padecimento proveniente
dessas alucinações.
Auto-hipnose involuntária. -Notareis que muitos dos vossos pacientes se
tomam tão interessados no processo de que usais para adormece-los, que
caem por si mesmos em estado de hipnose no decorrer do dia. Haveis de ser
chamados, algumas vezes, a deixar a vossa casa para ir acordar um doente
sobre quem atuastes naquele dia, porém que, por si mesmo, caiu no estado
comatoso de que só vos podeis retira-lo, acordando-o.
Ação de fazer passar esta tendência. -Se sois chamado para um caso
semelhante, aproveitai a ocasião, antes de despertar o vosso paciente, para
fazer sugestões mais enfáticas, a fim de que não possa nunca, por si mesmo,
ter a faculdade de cair num estado de sono hipnótico, a menos que não o
informeis de que é Vossa intenção que atue assim. Esta precaução será
amplamente suficiente para guarda-lo contra toda a reprodução deste
incidente.
Maneira de imunizar o paciente. -Alguns pacientes, que têm sido muitas
vezes hipnotizados, se tornam tão suscetíveis às influências que lhe
imprimem uma atitude negativa e, na sua vida diária, se acham em perigo de
serem hipnotizados por operadores irresponsáveis. Deveis sempre imunizar
os vossos pacientes, afirmando-lhes positivamente que, a não serdes vós,
ninguém tem o poder de hipnotiza-los. Fazei esta sugestão com ênfase e de
maneira muito positiva, repetindo-a no fim de cada sessão a fim de fazer
com que o paciente sempre se aproveite dela. Não procureis nunca provocar
a hipnose quando vos sentirdes muito cansado ou numa situação de espírito
muito abatido. Se vosso paciente é muito sensível, ele receberá telepaticamente o vosso estado de espírito e o resultado não será bom.
A provocação da hipnose não Cansa nunca. -Não achareis que a ação de
hipnotizar freqüentemente possa conduzir ao esgotamento das Vossas
próprias forças. O poder se desenvolve com o uso, e embora, no começo,
não seja conveniente fatigar-vos nesta prática, vós podereis, em pouco
tempo, adquirir a força de continuar durante várias horas, sem experimentar
nenhuma fadiga e a vossa saúde geral melhorará até de maneira clara e
sensível.
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LIÇÃO XXIV
Pergunta. -Qual é a porcentagem das pessoas que podem ser hipnotizadas?
Resposta. -Todo e qualquer ser humano, são de espírito, pode ser
hipnotizado, assim como uma grande parte dos que não se acham sãos de
espírito, como os alienados. Alguns rapidamente, outros após experiências
repetidas.
Pergunta. -O hipnotismo predispõe para o enfraquecimento da vontade?
Resposta. -Não, a menos que as experiências não sejam feitas para esse fim
e reiteradas durante a hipnose. Dever-se-iam sempre fazer contra-sugestões a
fim de que o paciente possa ter confiança no aumento da determinação do
interesse, de uma concentração melhor, de uma individualidade mais
poderosa, de uma confiança maior em si mesmo; desta maneira e pela força
da sugestão, o hipnotismo fortifica a vontade em vez de enfraquece-la.
Pergunta. -Quanto tempo a influência pode durar desde que o paciente está
acordado?
Resposta. -Se tem sido hipnotizado contra a sua vontade por um operador
sem escrúpulos, é que pode também ser hipnotizado por alguém que entenda
do negócio e a influência do mal ficará para sempre removida. Somente
pessoas de uma sensibilidade extrema é que podem deixar-se magnetizar
sempre, contra a sua vontade. Este caso não se apresenta muitas vezes e, por
conseqüência, é extraordinário.
Pergunta. -Que proteção pode ter uma senhora hipnotizada contra um
operador privado de escrúpulos?
Resposta. -A proteção que o seu regresso instantâneo à consciência lhe
poder dar. O operador não pode vedar que a paciente acorde. Seja qual for a
forma imperativa que ele dê aos seus mandamentos, ela pode despertar-se a
despeito das suas objeções e agirá sempre assim, se, um perigo real a
ameaça.
Pergunta. -Suponha que um paciente seja hipnotizado e que se lhe dê como
sugestão o não poder ele lembrar-se do seu nome, ao acordar! Figuremos,
agora, que o operador desapareça de propósito; quanto tempo a memória
permanecerá afetada ?
Resposta. -Isso depende dos indivíduos. A memória permanece, algumas
vezes afetada durante dia e meio; porém, as mais das vezes não se mantém
senão até o momento em que alguém agite essa memória adormecida.
Conclusão. -Não se pode avaliar em toda a justeza a importância do
hipnotismo. Ele pode curar moléstias nervosas, dores e perturbações
intelectuais. Pode dissipar a melancolia negra implantada no espírito. Por
sua ação, as memórias empobrecidas para sempre podem tomar-se brilhantes
como se tivessem sempre gozado dessa faculdade. Pode, como analgésico,
substituir a morfina, se cai nas mãos de um operador competente. Pode
reduzir e até prevenir as dores da parturição, tão bem que as conseqüências
da maternidade não podem, por mais tempo, ocasionar receios.
Ele pode precipitar a ação do espírito e desenvolver qualidades que tem
sempre permanecido no estado latente. Pode converter a preguiça em amor
ao trabalho, a desobediência em obediência, a ingratidão e desonestidade em
deferência para com os outros. Pode curar costumes tais como o hábito da
morfina, da cocaína e dos licores fortes. E agora e para sempre o próprio
remédio para modifícar e corrigir os seus defeitos. Enfim, ele é assaz
suficiente para revelar ao homem os mistérios do espírito e lhe dar o
conhecimento positivo da vida de além-túmulo.
O hipnotismo nos fornece todas essas vantagens, por isso, quando em
presença dessas maravilhas, nos aparece menor o perigo possível da sua
aplicação errônea por parte daqueles que são incapazes de adquirir o
conhecimento do seu poder! O plano mais sábio é o derramar luz sobre todos
os fatos. Quando uma pessoa souber porque e como o hipnotismo pode ser
perigoso, a metade de seus perigos será abolida. Na prática do hipnotismo,
não é difícil achar homens, cujos móveis são puros e cujo fim é somente
nobre e em vista do bem.
O hipnotismo empregado por um pai sobre seu filho, por um marido em
sua mulher, dá invariavelmente resultados benéficos.
O hipnotismo por si mesmo não é mau. O mal, se existe, reside no coração
dos homens.
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