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Comece a operar visando o futuro e não o passado: Trabalhe sempre
de forma preventiva, antecipando-se.
7) Pare de se preocupar: O grande dano do adiamento é o cansaço
mental e psíquico que isso causa.
8) Agora sinta-se melhor em relação a si mesmo: A conclusão
de tarefas evita o estresse e a ansiedade e traz mais autoconfiança
e auto-respeito.
Esqueça lembrando
A maioria
das pessoas tem certo orgulho da sua capacidade de se lembrar de "tudo"
o que deve ser feito. É um jogo mental que fazem. Embora possam
ter sido bem-sucedidas em uma certa época, o ritmo atual do trabalho
e da vida particular e o volume de atividades com as quais devemos estar
em dia aumentaram tanto que é impraticável estar por dentro
de mil coisas a fazer. Essa preocupação constante de tudo
o que precisa fazer, lembrar-se de tudo, simplesmente lhe sobrecarregam,
principalmente porque acaba se lembrando de "tudo" nos momentos
menos interessantes.
Os executivos
e gerentes deveriam se interessar mais em esquecer todas as coisas que
têm a fazer. Sim eu disse esquecer. O que as pessoas precisam é
de ter um sistema adequado em prática para se lembrar dessa infinidade
de detalhes quando, e só quando, for preciso.
Parece loucura?
Na verdade não é.
Três princípios gerenciais clássicos
de administração de tempo
Três
princípios gerenciais clássicos de administração
de tempo estão sendo seriamente questionados pelos estudiosos.
Estes conceitos
são:
1. Faça
uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se
nelas até que todas estejam executadas.
2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
O fato é que todo mundo já utilizou estas técnicas
freqüentemente com algum grau de sucesso. No entanto, renomados experts
como Peter Drucker, Merrill Douglass e o filósofo do século
XX, Vilfredo Pareto, afirmam que elas precisam ser descartadas a fim de
abrir caminho para métodos mais eficazes.
Aparentemente,
as regras são boas. Cada uma delas, entretanto, contém aspectos
negativos. Analisemos em separado estas diretrizes para descobrirmos por
que elas precisam ser riscadas do livro de regras gerenciais.
1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar
diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
O que há
de errado nisto? Uma porção de coisas. Conforme Drucker
aponta, é preciso equilibrar o trabalho com o tempo. Lembre-se
que o tempo é imutável, ao passo que o trabalho é
flexível como massa para modelar. Ele pode ser pressionado, moldado,
reformulado e dividido. Portanto, o trabalho deve sempre subordinar-se
ao tempo disponível. Atacar com entusiasmo sua lista diária
de itens a fazer não é suficiente. O tempo deve ser realisticamente
programado para que as tarefas certas realmente sejam feitas.
2.
Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
Se é
urgente, deve ser importante, certo? Errado! Quem é que diz que
o assunto é urgente? É você, seu chefe, sua secretária,
um cliente, um empregado, um vizinho? Urgente implica em necessidade de
atenção imediata. Mas quem está exigindo atenção
imediata? Como a tarefa em questão se relaciona com os objetivos
a serem atingidos? Na realidade, existe um relacionamento matricial entre
assuntos urgentes e importantes. Esta correlação pode ser
simplesmente citada como: "Assuntos urgentes podem ser importantes,
mas não necessariamente." São quatro os possíveis
relacionamentos. O assunto pode ser:
Tanto importante
quanto urgente
Ex.: você está quase perdendo seu principal cliente.
Importante mas não urgente
Ex.: planejamento estratégico para os próximos três
anos.
Urgente mas não importante
Ex.: a maioria do telefonemas.
Nem urgente nem importante.
Ex.: conversa fiada ou comentários excessivos sobre o jogo de futebol
da semana passada.
Conclui-se, portanto, que assuntos importantes (os que têm vínculo
com os objetivos) deverão sempre ter prioridade sobre assuntos
meramente urgentes (os que pressionam pelo tempo), uma vez que atenção
deixará pouco tempo para fazer o que realmente é importante.
3.
Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
Há
quase 100 anos, Pareto questionou este conceito. O Princípio de
Pareto postula que para qualquer número de itens, um pequeno número
destes itens é muito mais importante do que o restante. Por exemplo,
20% dos clientes de uma companhia provavelmente são responsáveis
por 80% das vendas, ao passo que 20% dos itens em estoque podem representar
80% do inventário. O Princípio de Pareto é uma prescrição
de discriminação. Ele propõe dedicar mais atenção
aos itens importantes e menos atenção aos itens de menor
importância.
Conclui-se,
portanto, que uma carga de trabalho uniforme, que trata de todas as tarefas
da mesma maneira, não atende à necessidade do executivo.
O esforço concentrado em poucos assuntos importantes é que
abre o caminho para a produtividade gerencial.
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