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1. Amizade com o cão
a. A amizade com o cão deve ser feita, quando o
mesmo é ainda filhote (na faixa de três meses). Essa amizade
deve ser feita, no sentido de aproximar o cão do seu dono, e ou
adestrador e afastar os possíveis inimigos.
b. Período muito importante precedente ao adestramento. Durante
três semanas, o adestrador deverá levar o cão para
passeio, brincar com o mesmo e observar todos os vícios e características
do cão. É nessa fase que o adestrador procurara descobrir
e explorar as qualidades e defeitos apresentados pelo animal. O adestrador
deixará junto ao cão um objeto de uso pessoal (lenço,
sapato) para que o mesmo se familiarize com seus odores. Também
através da amizade, o homem irá obter a confiança
do animal, assim como, o cão a do adestrador.
c. Aproveitando a vivacidade do filhote, pode se começar a estimulá-lo
com ordens que antecipem os comandos a serem aprendidos no futuro, tais
como: SENTA, ATENÇÃO, MUITO BEM, AQUI, NÃO, PEGA.
Um bom exercício para ser feito nesse período e alertá-lo
toda vez que se aproximar um estranho, com o comando de atenção.
d. Durante a amizade iremos começar a colocação do
colar no pescoço do animal.
Desenvolvimento:
• Passamos a guia em torno do seu pescoço, viramos os espinhos
para fora e enfiamos pela cabeça do animal. (Quando conhecemos
a índole do animal e sabemos que o mesmo não tentará
morder o adestrador).
• Da mesma maneira que o anterior, vamos passar a guia em trono
do pescoço do cão, soltamos um dos elos de espinhos, abrindo
totalmente o colar e colocamos o mesmo em volta do pescoço do animal.
(Não conhecemos o animal). Se o animal mostra-se inquieto é
porque não está acostumado a Ter objetos estranhos em torno
de seu pescoço. Para evitar isso deixamos o colar a ser utilizado
com o cão par o mesmo brinque com o colar e se familiarize com
o mesmo. Colocamos o colar no pescoço do animal e vamos assim acostumando-o
a essa sensação de enforcamento, provocado pelo colar. Quando
já se nota uma perfeita aceitação do animal, estaremos
então prontos para sairmos com o cão preso a guia. Nunca
se deve obrigar o cão a andar, se notarmos que o mesmo está
aflito por causa do colar.
2. Exercício de junto
O guia conduzirá seu cão por um colar, chamados
de Enforcador ou de espinhos, em cuja argola se prenderá a uma
guia de um metro e vinte centímetros aproximadamente. Ao fazer
caminhar o cão, a ele ordenará com voz firme: JUNTO.
3. Exercício de senta.
A esta altura, a importância de chamar o cão
pelo nome já é indiscutível. Por isso, seu nome tem
o mesmo peso de um comando.
Fazer com que ele esteja imediatamente atento assim que
o dono chamá-lo com voz firme e forte, já é meio
passo dado para que ele obedeça com sucesso. Depois de prender
sua atenção chamando pelo nome, pare diante dele para ensiná-lo
a sentar. Suspenda suavemente a guia ao mesmo tempo em que diz SENTA ou
SIT e pressione a garupa dele para baixo, com os dedos polegar e indicador
em forma de pinça. São três movimentos simultâneos:
SENTA ou SIT, tranquinho da guia para cima e pressão em sua garupa
par abaixo, chegará o momento em que não será preciso
pressionar a garupa do cão (e ele mesmo avisará quando estiver
pronto). A partir daí, fique diante do cão, suspenda a guia
e movimente a mão direita de trás para frente, como se fosse
uma raquete. O movimento deve iniciar ao lado do corpo e terminar acima
dos olhos do cão. Enquanto durar o movimento, pronuncie SENTA.
Assim que ele senta, de o comando FICA e afaste-se dele. Depois de alguns
segundos, vá até o cão e acaricie-o a fim de incentivá-lo
a acertar o comando sempre. E muito provável que ele tente levantar,
mas se ele fizer isso, você deve dizer NÃO, imediatamente
e FICA, mesmo que tenha que voltar e começar o exercício
novamente não concorde com o erro dele, nunca.
No início, não se afaste muito, dê
apenas alguns passinhos para trás e elogio-o em seguida, para que
ele vá se acostumando com sua distância. Com alguns exercícios,
a guia não será necessária para fazer sentar.
4. Exercício de parado
O adestrador deverá colocar a mão sob a
barriga do cão, obrigando-o ficar de pé e ao mesmo tempo
pronunciará a palavra PARADO, a cada repetição do
exercício o cão deverá ser elogiado.
Poderá ainda, partindo da posição de SIT ou SENTA,
comandar-se PARADO, pressionando-se com suavidade a guia para frente até
conseguimos o desejado. Podemos ainda, ao mesmo tempo em que pressionamos
a guia par frente, com pé esquerdo encaixado no vazio do animal,
erguê-lo para cima até a posição desejada.
5. Exercício de deita
Essa posição em que o animal permanece deitado
sobre suas quatros patas, (posição esfinge). Partindo-se
da posição de SIT ou SENTA, o adestrador coloca-se à
frente do animal, levanta e puxa suas patas dianteiras até que
ele fique deitado, pronunciado sempre a palavra DAWN ou DEITA. Partindo
ainda da posição de SIT ou SENTA, o adestrador segura com
a mão esquerda próximo ao colar e pressionando continuamente
para frente e para baixo, conduzirá o cão em direção
ao solo, até que o mesmo fique deitado sobre as quatro patas, sempre
pronunciando a palavra DEITA. Quando o cão ficar na posição
desejada, sem oferecer resistência deverá ser elogiado e
agradado pelo adestrador.
Esse exercício deve-se repetir até o cão
aprender perfeitamente o comando. Logo que o cão o realize por
sinais deve o guia colocar-se à frente do cão e ao mesmo
tempo em que lhe ordena DEITA, moverá energicamente a mão
para baixo. Tão logo o cão se encontre corretamente deitado,
o adestrador segurando a ponta da guia, dá pequenas voltas ao redor
do animal, chegando mesmo a pular por cima de seu dorso, repetindo a ordem
DEITA. Não se deve permitir que o animal acompanhe com as vistas
o adestrador, durante essas pequenas voltas ou mudanças de posição.
Não é conveniente, por cansar o animal, obrigar o cão
a permanecer muito tempo nessa posição.
6. Exercício de morto
Esse movimento é aquele em que o cão deverá
fingir-se de morto. Para conseguir esse movimento, devemos ficar de cócoras
ao lado do cão, o qual se encontra na posição DEITA,
como a mão direita segurar a guia e a mão esquerda deverá
ser colocada no vazio do cão, forçando-o para a esquerda
até que ele fique complemente estendido no solo. Em seguida o adestrador
deverá levantar-se sempre pronunciando a palavra MORTO, fazendo
com que o animal finja-se de morto por alguns segundos.
7. Exercício de vivo
Com o cão na posição de Morto, iremos
para frente do mesmo, com a mão esquerda seguramos a guia e daremos
um ligeiro, tirão para cima na guia e pronunciamos a palavra VIVO
o cão deverá imediatamente ficar em pé na posição
de PARADO. Repetimos esse exercício tantas vezes quantas forem
necessárias, até que o animal passe a obedecer ao adestrador
por um simples gesto ou comando.
8. Exercício de fica
Estando o
cão nas posições de SIT ou SENTA, PARADO, DAWN ou
DEITA, MORTO e VIVO, o adestrador se afastará pouco a pouco do
mesmo, dizendo-lhe, QUIEDATE ou FICA, ao mesmo tempo em que por gesto
energético esticará o braço direto para frente, o
cotovelo ligeiramente dobrado e apresentado a palma da mão direta
voltada par o cão. Cada vez que o cão efetuar algum movimento,
deverá ser executado o comando e o gesto para que o cão
permaneça na posição ordenada. No início desse
exercício, quando fazemos o gesto com a mão, é interessante
que o adestrador toque com a palma da mão o focinho do animal.
Se o cão tentar se mover empregamos energicamente a palavra FOI,
que é o termo de repressão, pois o cão a essa altura
da instrução já perceberá que se emprega a
palavra para que se deixe de fazer algo que seu adestrador não
lhe tenha ordenado. À medida que o cão vai interpretando
a ordem o adestrador aumentará a distância paulatinamente.
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