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Manual De Interrogatório
Material
de Curso do Manual de
Interrogatório Gratuito
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Técnicas
1) Os parágrafos seguintes tratam das quatro fases do interrogatório
e
das técnicas que podem ser, efetivamente, empregadas, em uma
ou mais delas. Ainda que alguma das técnicas constituam violência
perante a lei, nenhuma delas envolve torturas ou tratamento inadequado.
2) Além dos argumentos morais existentes contra o uso da tortura,
ela,
em si mesma, é uma técnica de interrogatório ineficiente.
As informações extraídas dessa maneira raramente
são verídicas e dignas de confiança. Resultados
muito mais satisfatórios são obtidos quando o indivíduo
é persuadido a não mais resistir e o interrogador conseguiu
ascendência psicológica sobre ele. O paciente torna-se,
então, um associado submisso, apto a ser perguntado sobre as
informações que possui, havendo maior probabilidade de
fornecer respostas verdadeiras.
Método
1) O planejamento e a preparação de um interrogatório
começam antes
da prisão do paciente. A escolha da hora e local da prisão
constitui um passo
importante no método de interrogatório.
2) O método baseia-se em quatro fases, que formam a estrutura
dentro
da qual as várias técnicas de interrogatório podem
ser introduzidas, com o fim de obter os mais rápidos resultados
possíveis. As fases são:
a) Prisão e revista
b) O interrogatório inicial;
c) O interrogatório detalhado; e
d) A exploração.
As fases “a” e “b” constituem o processo preparatório;
a fase “c” é o
interrogatório propriamente dito, durante o qual o interrogador
deve obter
completa ascendência sobre o paciente;
a “d” é a fase final que ocorre
quando o indivíduo deixou de resistir e, uma espécie
de associação ou cooperação foi conseguida
entre ele e seu interrogador; nesta fase deve-se extrair, com
o máximo de pormenores, todas as informações
que o indivíduo tem conhecimento. No entanto, é
preciso sublinhar-se que, em várias circunstâncias,
a fase “a” (prisão) não ocorre. Por
exemplo, quando se trata de um informante ou quando um desertor
se apresenta.
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Interrogatório detalhado
1) A terceira fase do interrogatório constitui o conflito pessoal
entre o
interrogador e o indivíduo. É durante esta fase que a
resistência do paciente
deve ser vencida e, então, estabelecida uma completa ascendência
do
interrogador. De acordo com o plano de interrogatório, o interrogador
usará
uma, ou uma combinação das seguintes técnicas de
interrogatório:
a) A aproximação rude. Visa a manter o choque causado
pela prisão,
criar confusão na mente e promover uma reação de
medo ou de angústia.
b) A aproximação estúpida ou tola. O interrogador
deliberadamente
comete erros, induz o indivíduo a corrigir suas afirmações
e, destarte, ao corrigilo, o paciente vai revelando outras informações.
c) A aproximação amistosa. O interrogador usa as maneiras
de médicode-
cabeceira. O indivíduo inclina-se, a responder, fornecendo assim
as
informações visadas.
d) A aproximação monótona. As mesmas perguntas
são feitas várias
vezes, sempre no mesmo tom monótono e sem vibração.
A finalidade é induzir o indivíduo a responder uma ou
mais das perguntas para quebrar a monotonia. Esse processo continua
até que todas as perguntas sejam respondidas.
2) Cada aproximação comporta muitas variações
que podem ser usadas
com sucesso, durante o interrogatório. Freqüentemente, uma
mudança súbita na aproximação poderá
causar o necessário efeito de choque para desequilibrar o indivíduo,
permitindo que o interrogador tome a iniciativa. No planejamento do
interrogatório deverá ser decidido o tipo de aproximação
a ser usado. Entretanto, ele deve ser flexível e sujeito a uma
constante revisão.
3) Durante esta fase, a pressão sobre o indivíduo, no
que concerne ao
condicionamento e ao interrogatório, deve ser incessante. Não
lhe deve ser
permitido nada até que ele concorde em cooperar, a menos que
seja parte do pano de interrogatório. Ao tornar-se evidente que
o preso está enfraquecendo, a pressão deve ser intensificada
e, logo que ele se entregue, deve ser comprometido de tal maneira que
não mais possa voltar atrás.
PSICODINÂMICA DO INTERROGATÓRIO
Generalidades
1) O interrogado é um indivíduo, pode ser homem ou mulher,
de qualquer
raça, cor ou credo.
2) O objetivo do interrogador é obter informações
oportunas e dignas
de confiança deste indivíduo e, para isso, deve primeiro
quebrar-lhe a vontade de resistir.
3) O interrogatório não é um ato de espancamento
ou de mentira. O
interrogador deve planejar seu interrogatório com cuidado, de
acordo com o
caráter e a personalidade de seu oponente e, em conseqüência,
os métodos e técnicas de interrogatório devem ser
utilizados corretamente.
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