Relatórios
1) As informações urgentes devem ser transmitidas pelo
sistema de
comunicações, ou oralmente. Um relatório completo
das informações obtidas e uma avaliação
do prisioneiro devem ser enviados ao escalão superior,
acompanhando o preso e seus pertences (ou mesmo antecipando-se a ele).
Os relatórios devem seguir as NGA da área. (Os relatórios
devem ser informativos e não do tipo “perguntado que, respondeu
que”).
2) Deve ser tomado muito cuidado para evitar o risco de transmitir
falsas informações ou falsas confirmações.
Todos os relatórios de informações obtidos dos
interrogatórios devem conter o nome e o codinome do paciente,
e um relatório posterior deve fazer referência ao anterior.
INTERROGATÓRIO DE CONTRA-INFORMAÇÃO (DE
SUBVERSIVOS)
Introdução
1) O interrogatório é uma arte e não uma ciência.
Não pode ser resumido
a uma série de regras que garantam, à priori, o sucesso.
O interrogatório é um confronto de personalidades. Pode
começar como um conflito mas, se for bem sucedido, terminará
como uma associação. O fator que decide o resultado de
um interrogatório é a habilidade com que o interrogador
domina o indivíduo, estabelecendo tal ascendência que ele
se torne u cooperador submisso.
2) Uma agência de contra-informação não é
um Tribunal da Justiça. Ela
existe para obter informações sobre as possibilidades,
métodos e intenções de grupos hostis ou subversivos,
a fim de proteger o Estado contra seus ataques. Disso se conclui que
objetivo de um interrogatório de subversivos não é
fornecer dados para a Justiça Criminal processá-los; seu
objetivo real é obter o máximo possível de informações.
Para conseguir isto será necessário,
freqüentemente, recorrer a métodos de interrogatório
que, legalmente, constituem violência. É assaz importante
que isso seja muito bem entendido por todos aqueles que lidam com o
problema, para que o interrogador não venha a ser inquietado
para observar as regras estritas do direito.
b. Definição e manutenção dos objetivos
Tipos de Prisioneiros
Três são os principais tipos de prisioneiros:
1) O Capturado. Preso após cometer um ato criminoso, ou em função
de investigações. Ele, em geral, será extremamente
resistente ao interrogatório. O problema será, inicialmente,
fazê-lo falar e, em seguida, dizer a verdade.
2) O suspeito. Preso porque se conhece algo a seu respeito ou porque
se suspeita que tenha feito alguma coisa. Nestas circunstâncias,
ele pode tentar convencer os interrogadores de sua inocência e,
portanto, falará, falará muito, contando uma estória
tão perto da verdade quanto lhe for possível. Os subversivos
são, normalmente, treinados e instruídos para contar uma
ou várias estórias de cobertura. O problema será,
então, descobrir as incoerências de sua estória
e, confrontando o interrogado com elas, persuadi-lo a contar a verdade.
Tipos de personalidades
todos os indivíduos podem ser classificados em um dos quatro
caracteres típicos e sua correta classificação
é de primordial importância, pois
orientará a seleção de indivíduos para interrogatório
e determinará as mais
adequadas técnicas a empregar. Os quatro tipos básicos
são:
1) Fraco e inibido. É o escapista, que evita os conflitos mentais
e
emocionais; exige simpatia e encorajamento. Vive procurando amparo mental.
2) Sangüíneo. É o otimista alegre, falador e amigo
de todos. Expressa
suas emoções, mas sob controle.
3) Forte e excitável. É o tipo vaidoso e excitável,
rápido em responder,
que fala alto (quase trovejando) e tende a ser gabola.
4) Calmo e imperturbável. É o que demonstra pequenos sinais
de
emoção; permanece impassivo sob pressão e constitui-se
o tipo mais duro para quebrar a resistência.
Planejamento e preparação
O interrogatório deve ser cuidadosamente planejado e preparado,
com
o fim de atingir o objetivo sem perda de tempo e de esforço.
Todo interrogatório deve ser planejado e preparado levando em
conta que cada humano é uma personalidade individual e singular.
Um planejamento eficiente depende do levantamento acurado do caráter
do paciente e do grau de resistência que ele provavelmente oporá.
Os preparativos devem ser feitos no intuito de explorar, imediatamente,
qualquer fraqueza revelada pelo paciente.