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Manual De Interrogatório
Material
de Curso do Manual de
Interrogatório Gratuito
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Seleção para Interrogatório
1) É possível que existam prisioneiros portadores de informações
que
se tornem sem valor, a menos que extraídas imediatamente. Quando
confrontado com mais de um prisioneiro, o interrogado tem que decidir
com qual começar e a ordem de interrogatório dos demais.
(É um problema de seleção e de prioridades). isto
pode ser feito através de um estudo, buscando responder às
seguintes perguntas:
a) Quais prisioneiros parecem, mais provavelmente, possuir as
informações desejadas?
b) Quais os prisioneiros que, mais facilmente, poderão proporcionálas?
2) Quem possui as informações desejadas? Normalmente,
será o líder
do grupo capturado. Esse indivíduo deve, por conseguinte, ser
identificado o
mais cedo possível. Os seguintes indícios podem dar uma
boa indicação:
a) Está algum prisioneiro, nitidamente, tomando conta ou demonstrando
qualquer senso de responsabilidade a respeito dos demais presos?
b) A revista propiciou algum documento que identifique o líder?
c) Os prisioneiros estão, instintivamente, procurando orientação
ou a
liderança de um deles?
d) Alguns dos prisioneiros estão mostrando qualquer emoção
particularmente mais forte? As emoções, tais como agressividade,
grosseria,
medo e tentativa de congraçamento, têm sua razão
de ser.
No momento da captura, podem ser valiosas para o
interrogatório inicial,
além do líder ou líderes, aqueles prisioneiros
que mostrem uma liderança natural ou aqueles que demonstrem
uma inteligência acima da média. Esta inteligência
pode ser, normalmente, conhecida se for atentamente observado
o prisioneiro, particularmente seu comportamento e reação
ao cativeiro e a ambientes pouco familiares. O interrogador deve
levar em conta a facilidade de comunicação lingüística,
quando da seleção para interrogatório.
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Preparação para Interrogatório
1) O interrogador deve considerar três aspectos distintos em sua
preparação:
- a preparação do prisioneiro;
- a preparação de si mesmo; e
- a preparação do ambiente.
2) Preparação do prisioneiro. Este assunto já foi
abordado quando
descrevemos o tratamento que deve ser dado ao capturado. Deve, contudo,
ser conservado em mente que tudo que for feito, inclusive o questionário
inicial, é, em si mesmo, uma preparação para os
interrogatórios detalhados posteriores.
3) Preparação de si mesmo. Este ponto é extremamente
importante. O
interrogador vai confrontar-se com o prisioneiro e é essencial
que o impressione com um desempenho eficiente. Os seguintes aspectos
devem ser considerados na preparação:
a) as informações necessárias devem estar perfeitamente
conhecidas;
b) o interrogador deve atualizar-se, tanto quanto possível, nas
informações conhecidas sobre o prisioneiro, tais como
o seu nome, nome de
guerra, lugares freqüentados, organizações a que
pertenceu ou a que pertence, seus companheiros, etc.;
c) ele deve possuir uma relação das principais perguntas,
para as quais
se deseja resposta, e uma lista de perguntas auxiliares (ou casuais)
e maneiras de iniciar uma conversação, de modo que nunca
perca contato com o prisioneiro e não lhe faltem as palavras;
d) se há necessidade de intérprete, deve-se discutir com
ele,
previamente, o questionário a ser aplicado, de forma a permitir-lhe
testar seu
vocabulário e facilitar o trabalho de equipe. (Evidentemente,
o intérprete deve ser da mais absoluta confiança);
e) um mapa ou carta da área deve estar disponível e com
o necessário
material para sua utilização;
f) deve ter uma caderneta de notas de folhas fixas, da qual as páginas
não possam ser destacadas, e um lápis ou caneta em condições
de uso.
Métodos de interrogatório|
1) Quando o interrogador não conhece muito do passado e das
atividades de seu prisioneiro, pode ser conveniente, inicialmente, fazer
perguntas simples, de forma que ele possa respondê-las razoavelmente,
sem se comprometer; isto tem uma dupla vantagem:
a) encorajar o prisioneiro a falar; e
b) dar ao interrogador uma oportunidade para julgar as reações
do
prisioneiro e estudar seu caráter.
2) Apresentamos a seguir, muito genericamente, os quatro principais
tipos de aproximação. O interrogador experimentado pode
avaliar qual tipo de aproximação utilizará e, até,
jogar uma contra a outra. Essas quatro forma de aproximação
são:
a) Aproximação insensível, mecânica e fria.
Esta requer que o
interrogador mantenha seu questionário numa voz monótona,
fria, dura e com grande regularidade. Deve mostrar-se implacável
e rude, como uma máquina, e não demonstrar nenhuma emoção.
b) Aproximação ameaçadora. Para isto o interrogador
baseia-se na
ameaça e agressividade para fazer o paciente cooperar, seja pelo
medo, ou por perder sua calma e, desta maneira, deixar cair sua guarda.
Não deve haver violência física, mas o interrogador
deve gritar, gesticular, ameaçar com gestos, insultar e usar
de sarcasmo contra o prisioneiro.
c) A aproximação aparentemente tola. Este tipo de aproximação
pode
ser usado contra um prisioneiro que está falando, mas do qual
se suspeita estar mentindo ou escondendo informações.
O prisioneiro é levado, temporariamente, a crer que é
mais esperto que o interrogador; isto lhe dá uma falsa confiança
que pode, freqüentemente, conduzir à derrota total.
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