COPIANDO NEGATIVOS
As cópias em positivo são conseguidas por contato, isto é, colocamos
face a face a imagem em negativo com o papel fotográfico virgem e
sobre eles uma lâmina de vidro. Depois expomos este “sanduíche” à luz
por alguns segundos. Para conseguirmos uma boa cópia, precisamos
antes fazer um teste com tempos variados de exposição.
Este teste é na verdade uma escala de tempos dobrados de exposições.
Para se conseguir esta escala, basta expormos (por exemplo) a cada 2
segundos uma faixa deste "sanduíche"; assim encontraremos uma
faixa com a exposição ideal.O processo de cópias pode ser feito
usando a fonte de luz do ampliador ou, no caso alternativo,
com uma lâmpada leitosa de 60w acesa sobre o “sanduíche”
a uma distância mínima de um metro e meio.

CÓPIA DIGITALIZADA
Uma nova alternativa para os processos de cópias, sem a necessidade de se fazer o contato em ampliador ou lâmpada, é o recurso da digitalização da imagem primária (o negativo). Esta talvez seja a forma mais indicada nos dias atuais, porque promove um novo conceito de produção e réplicas de imagens, além, é claro, de reduzir pela metade as nossas atividades dentro do “laboratório”. Seria a tecnologia na contra-mão ou uma maneira da técnica pinhole acompanhar os novos tempos? Com certeza, essa nova possibilidade só vem a somar. O recurso de digitalização nos permite uma série de vantagens como cópias ampliadas (mesmo para negativos em papel), tratamento e retoques na imagem, além de nos gerar uma matriz digital que poderá ser sempre utilizada ao invés do negativo original. Para conseguirmos tal feito é preciso ter um computador com programas de imagens tipo Adobe Photoshop, Corel Photopaint ou similares. É necessário um digitalizador de imagens (scaner) que pode ser desde um modelo mais simples, só para papel, ou os mais sofisticados para digitalização de filmes e transparências. O recurso digital começa da etapa em que já possuímos uma imagem matriz, o negativo pinhole. A partir de um desses programas de imagem devemos, através do scaner, digitalizar o negativo. Obtendo a seguir a imagem gerada na tela do computador, devemos inverte-la, de forma que assim ela passe do negativo para o positivo. Imagens digitalizadas devem ser salvas em formato de arquivo tipo jpge ou tif, com resolução de saída de pelo menos 300 dpi para não perder qualidade na hora da impressão. O resultado final, que é a cópia, pode ser em uma impressora caseira ou até mesmo enviando o arquivo/imagem digitalizada para um laboratório fotográfico, obtendo assim uma cópia com um melhor acabamento e em papel fotográfico. Esta é uma prática que vem se tornando mais comum, devido a sua comodidade e rapidez. Ao optarmos pelo processo digital, estamos reduzindo pela metade nosso contato com reagentes químicos, o consumo e o desperdício de água, preservando mais a nossa saúde e o meio ambiente.
A técnica da fotografia pinhole é de uma certa maneira empírica.
Depende de experiências e tentativas, observando e anotando
sempre os erros e acertos. Mais que teorias, para se fazer boas fotos
é preciso vontade e prática!

MATERIAIS
- Papel fotográfico P&B (qualquer marca) ou
filme para artes gráficas
(os mais comuns são o Kodalit/Kodak ou IBF)
- Materiais para a construção da câmera
Caixas de papelão, madeira ou lata, com tampa
Tinta spray preto-fosco ou papel preto
Fita isolante preta
Estilete de ponta fina ou agulha
- Materiais de laboratório
03 banheiras de plástico
03 pinças (uma para cada banho)
03 frascos escuros para guardar os químicos
Lâmpada de segurança vermelha de 20w
Ampliador ou lâmpada de 60w
- Produtos químicos
Revelador de papel Dektol/Kodak (envelope p/ 1 litro) ou similar
Ácido acético (na proporção de 10ml. p/ 1 litro de água)
Fixador Kodak F1 (envelope p/ 1 litro) ou similar
* Os produtos químicos e os materiais de laboratório são facilmente
encontrados em casas de comércio fotográfico para profissionais.