Manual de Interrogatório

PSICODINÂMICA DO INTERROGATÓRIO

Generalidades

1) O interrogado é um indivíduo, pode ser homem ou mulher, de qualquer raça, cor ou credo.

2) O objetivo do interrogador é obter informações oportunas e dignas de confiança deste indivíduo e, para isso, deve primeiro quebrar-lhe a vontade de resistir.

3) O interrogatório não é um ato de espancamento ou de mentira. O interrogador deve planejar seu interrogatório com cuidado, de acordo com o
caráter e a personalidade de seu oponente e, em conseqüência, os métodos e técnicas de interrogatório devem ser utilizados corretamente.

Tipos de caráter

De acordo com a teoria de PAVLOV, há quatro tipos principais de caráter; eles podem, normalmente, sobrepor-se em graus variáveis.
São eles:
– Sangüíneos – normalmente extrovertido;
– Calmo e imperturbável – normalmente introvertido;
– Forte e excitável – neurótico extrovertido; e
– Fraco e inibido – neurótico introvertido

(Obs.: para maiores detalhes, ver item “5. f.”)

d. Pressões sobre um indivíduo

1) Quando um indivíduo está sendo submetido a interrogatório, alternadamente com confinamento e isolamento, ou outra forma, experimenta várias pressões mentais e físicas. O interrogador deve observar, constantemente, e explorar estas pressões, assim como as reações do indivíduo.

2) Exemplos destas pressões são os seguintes:
– necessidade de mantê-lo alerta;
– inatividade forçada;
– privação sexual;
– desejo de piedade;
– falta de orientação;
– evidências documentais;
– personalidade do interrogador;
– medo do desconhecido;
– mudança de expectativas;
– confinamento;
– alimentação na prisão;
– falta de sono e sonho;
– isolamento social;
– desconfiança de companheiros;
– falta de notícias;
– alívio através da cooperação;
– sentimento de fracasso;
– medo de punição;
– disciplina inesperada;
– falta de conforto; etc.

e. Resultados das pressões sobre um indivíduo

1) Como um resultado das pressões acima citadas, o indivíduo pode experimentar alguns, ou todos, dos seguintes sintomas:

– fadiga mental e física;
– desejo de simpatia;
– ânsia por alívio;
– aumento da consciência culpada;
– identificação;
– transferência; etc.

2) Neste estágio o indivíduo, por necessidade de conforto físico e mental, tornar-se-á cada vez mais dependente do interrogador. Uma eventual afinidade (ou intimidade) poderá ser estabelecida, e a vontade de resistir do indivíduo será anulada. Ele deverá, então, ser interrogado minuciosa e intensivamente.

f. Em seguida a este interrogatório completo o indivíduo poderá ser:
liberado, preso, ou recrutado para o serviço, como um agente, uma fonte de informes ou um auxiliar de interrogatório (informante introduzido na cela de um prisioneiro remitente), etc.

3 comentários

  1. braulio domingos schucko

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