Aprenda a Investir na Bolsa de Valores

10. INTRODUÇÃO ANÁLISE TÉCNICA

A análise técnica não está preocupada em analisar os fundamentos da empresa, tal como desempenho financeiro, endividamento ou expectativa de lucros, mas seu foco está centrado no comportamento dos preços das ações. Seu princípio básico é o de que a cotação de uma ação segue padrões e tendências que se repetem, ou seja a cotação atual de uma ação é influenciada pela média histórica de cotações, sempre observando de perto o indicador de volume.

A maioria dos indicadores técnicos utiliza uma combinação de médias para seu cálculo, normalmente uma média de curto prazo e uma média de longo prazo.

A análise técnica é o estudo da dinâmica do mercado através dos sinais que o próprio mercado emite. O analista técnico acredita que todos os fatores que podem influir no preço de um determinado produto são descontados pelo mercado no processo contínuo de negociação que determina este preço. O analista técnico diz que mesmo que alguém tenha conhecimento de todos os fatores fundamentais que afetam o preço de uma mercadoria tais como clima, greves, decisões políticas, fatores de demanda, etc…, ele ainda assim não terá todos os dados necessários para compreender a formação dos preços, porque não são estes dados em si que os afetam, mas sim a maneira pela qual os participantes do mercado a ele reagem.

Segundo a análise técnica, o único local em que todos os fatores, tanto os de oferta quanto os de demanda, somado à psicologia das massas com seus medos e esperanças – assim como as suas estimativas e “palpites” – estão reunidos, é no próprio mercado, e que este, portanto, é que deve ser estudado. Análise técnica é o estudo de como os preços se movimentam, não se preocupando do porque estes se movimentam.

Ela parte de três princípios:

1 – A ação do mercado reflete todos os fatores envolvidos neste;

2 – os preços se movimentam em tendências;

3 – o futuro repete o passado.


Exemplo 1 Tendência de Baixa

Exemplo 2: – Diversas formações em uma tendência.

10.1 Candles

10.1.1 Candlestick: A Teoria do Candelabro Japonês

A técnica de análise gráfica denominada Candelabro Japonês surgiu no início do século XVIII, criada por Munehisa Homma, filho de uma próspera família de comerciantes de arroz, na cidade portuária de Sakata. Ao falecer em 1803, deixou dois livros sobre sua técnica operacional: Sakata Senho e Soba Sani No Dem, que se converteram na base da teoria. O candelabro é uma forma válida de análise técnica e deve ser tratado como tal. Muito parecida com a barra da análise gráfica convencional, a barra do Candelabro, de agora em diante denominada vela, contém as mesmas informações da barra clássica. Também incorpora um preço de abertura, um preço de fechamento, a máxima e a mínima. Entretanto sua construção é diferente. Aqui toda ênfase é dada aos preços de abertura e fechamento, à batalha entre os leigos que fazem a abertura e aos profissionais que fazem o fechamento.

A pessoa que quiser ser um vencedor em mercados bursáteis tem que aprender a captar as mensagens desses sinais através dos gráficos. Os gráficos são as maiores armas disponíveis para que possamos ler a linguagem dos preços. Essa linguagem é feita por combinações de figuras de Candles, ao que chamamos de Padrões.


10.1.1.1 CONSTRUÇÃO DOS CANDLESTICKS

Candle Cheio

Candle Vazio


10.1.1.2 Martelo e Enforcado


10.1.1.3 Engolfo


10.1.1.4 Nuvem Negra


10.1.1.5 Piercing Line


10.1.1.6 Bebê Abandonado


10.1.1.7 Shooting Star

10.1.1.8 Martelo Invertido


10.1.1.9 Harami

Mais exemplos:


10.1.1.10 Suporte x Resistência


10.2 A Seqüência de Fibonacci:

A resposta a uma questão apresentada no livro “Líber Abaci” deu origem à seqüência dos números 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144 …

Hoje conhecida como a seqüência de Fibonacci.

10.2.1 A Seção Dourada

Qualquer extensão pode ser dividida de uma forma tal que a razão entre a parte menor e a parte maior é equivalente à razão entre a parte maior e o todo. Esta razão é sempre 0,618.

10.2.2 O Retângulo Dourado

Os lados de um Retângulo Dourado estão numa proporção de 1,618 para 1. A construção do Retângulo Dourado começa com um quadrado onde se traça uma linha partindo do meio de um dos lados até o vértice do lado oposto, conforme pode se ver na figura abaixo:

Desde que os lados dos retângulos estão na proporção da Razão Dourada, então, os retângulos são, por definição, Retângulos Dourados.

Enquanto a Seção Dourada e o Retângulo dourado representam porções estáticas, uma idéia de crescimento ordenado, pode ser feita apenas através de uma das mais notáveis formas do universo, a Espiral Dourada.

10.2.3 A Espiral Dourada

Se começarmos com o Retângulo Dourado, poderemos dar o próximo passo, a construção da espiral logarítmica. Desenhando um grande retângulo, como o anterior, e então dividi-lo num quadrado e num retângulo menor, como em A e B. Depois pegamos o retângulo B, traçamos um quadrado e o retângulo C. Depois dividimos o retângulo C no quadrado C e no retângulo D e assim sucessivamente. O cruzamento das bissetrizes pontilhadas, que são proporções douradas em relação a cada uma delas, assinalam o centro teórico dos quadrado à sua volta. Desse ponto central nós podemos desenhar a espiral conectando os pontos de interseção para cada quadrado a sua volta.

A espiral logarítmica não tem limites e tem uma forma constante. O centro nunca é alcançado e a expansão é ilimitada. O núcleo de uma espiral logarítmica visto através de um microscópio tem o mesmo aspecto de uma galáxia espiralada vista através de um Telescópio. Ela é a única espiral que nunca muda o seu formato.

10.3 Simetrias de Fibonacci

EXEMPLO DE FIBONACCI 38,2%

Abaixo vemos o gráfico da CEMIG PREFERENCIAL (CMIG4) com os pontos 123 do pivot de alta marcados. Atenção especial ao ponto 3 onde tivemos um belo suporte na reta vermelha horizontal confirmando este ponto como um 3 válido de compra:

Abaixo vemos o traçado de fibonacci de 38,2% neste pivot 123 mostrado no exemplo acima. Consideramos que a alta do 1 ao 2 foi 61,8% da alta total, sendo assim, restam ainda 38,2% para a alta completa. Esta é a menor projeção possível.

EXEMPLO DE FIBONACCI 50%

Abaixo vemos o gráfico da CESP PREFERENCIAL (CESP4) com os pontos 123 do pivot de baixa marcados:

Abaixo vemos o traçado de fibonacci de 50% neste pivot 123 mostrado no exemplo acima. Consideramos que a baixa do 1 ao 2 foi 50% da baixa total, sendo assim, restam ainda outros 50% para a queda completa. Esta é a projeção média.

EXEMPLO DE FIBONACCI 61,8%

Abaixo vemos o gráfico do BRADESCO PREFERENCIAL (BBDC4) com os pontos 123 do pivot de alta marcados. Atenção especial ao ponto 3 que não rompeu por pouco o ponto 1 deste pivot de alta respeitando-o como suporte.

Abaixo vemos o traçado de fibonacci de 61,8% neste pivot 123 mostrado no exemplo acima. Consideramos que a alta do 1 ao 2 foi 38,2% da alta total, sendo assim, restam ainda 61,8% para a alta completa. Esta é a máxima projeção possível.

26 comentários

  1. Gisa

    É realmente uma ótima oportunidade para quem quer começar a investir e não sabe como. Parabéns pela iniciativa.

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