Introdução à Botânica

O que é botânica?
Você sabe o que é botânica? Vamos aprender sobre essa ciência!

Botânica é o estudo científico das plantas, algas e fungos. A botânica é responsável pelo estudo do metabolismo, crescimento, reprodução e muitas outras funções das plantas. A botânica estuda também as relações existentes entre as plantas e outros organismos.

A origem da palavra é grega: “botanikós”, que significa “referente às plantas”. E “botanikós” é derivada de “botané”, que quer dizer erva.

História da botânica
Quando as plantas começaram a ser estudadas, os seres vivos eram divididos em apenas dois reinos: animal e vegetal.

A botânica pura (estudava apenas o aspecto científico)  aproximava-se mais da biologia. Já a botânica aplicada (relação das plantas com o homem) era relacionada com a medicina e agronomia.

Os primeiros estudos sobre botânica têm abordagem aplicada.
Os registros sobre plantas aparecem assim que o homem desenvolve a capacidade de transmitir conhecimentos de forma escrita já que, como disse o importante botânico William Thomas Stearn, “as plantas cultivadas eram a herança mais vital e preciosa da humanidade desde a antiguidade remota”.

Porém os primeiros escritos pré-científicos sobre plantas (proto-botânica), não falam sobre os alimentos cultivados, mas sobre plantas medicinais.

Oriundos da China, Índia, Egito e Mesopotâmia, estes escritos não eram produzidos por agricultores (pessoas não letradas), mas sim por médicos, sacerdotes, magos, xamãs e boticários. Alguns destes registros são simultâneos aos realizados na Grécia.

Foi um discípulo de Aristóteles chamado Teofrasto (370-285 a.C.) quem publicou duas importantes obras sobre botânica e ficou conhecido como o pai desta ciência.

Em suas obras Teofrasto introduziu conceitos importantes como a periodicidade das plantas e as classificou em quatro grupos, de acordo com suas características visuais (árvores, arbustos, sub-arbustos e herbáceas). Além disso, Teofrasto percebeu os diferentes tipos de reprodução das plantas.

Este importante filósofo e botânico grego criou uma grande lista de plantas medicinais.
Com os romanos o estudo das plantas é focado na agricultura. Dioscórides (40-90 d.C) e Plínio, o Velho (23-79 d.C.) são os mais conhecidos pesquisadores botânicos da época.

Na Europa, depois dos escritos de Teofrasto a botânica não recebeu contribuições significativas. Enquanto sua produção de conhecimento sofria os efeitos da Idade Média, na China, na Índia e na Arábia as pesquisas botânicas eram amplas, com estudos na área medicinal, econômica e ornamental.

A partir do século XV a botânica volta a ter espaço na Europa. Muitos estudiosos pesquisaram as plantas e por vezes são até citados como patriarcas da botânica como Otto Brunfels, Leonhart Fuchs, Joachim Jungius, John Ray, entre vários outros.

Mas o pesquisador que mais destacou-se nesta época foi o sueco Carl von Linné (1707-1778), ou Carlos Lineu, em português.

Lineu introduziu a nomenclatura binominal das plantas: o primeiro nome indica o gênero e o segundo a espécie. Autor de mais de setenta livros e trezentos artigos científicos, o suéco era também zoólogo e médico.

Com a teoria da evolução por seleção natural, de Charles Darwin (1809-1882), os estudos botânicos tiveram uma nova abordagem: foram introduzidos os conceitos de genética.
Vários botânicos desenvolveram diferentes sistemas de subdivisão do Reino Plantae, inclusive Adolf Engler (1844-1930), botânico alemão criador do Sistema de Engler, que serviu de inspiração para vários botânicos.

Os séculos XIX e XX foram muito produtivos para as pesquisas botânicas, que passam a contar com ferramentas capazes de contribuir mais para as descobertas. Em 1969 Robert Whittaker (1920-1980) propôs a classificação dos seres vivos em cinco reinos: Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animalia. Esta classificação é usada até hoje.

Além disso, surgiram conceitos como os de ecologia, geobotânica e citogenética, que impulsionaram o desenvolvimento das pesquisas em botânica.

História da Botânica no Brasil
A história da botânica no Brasil pode ser dividida em cinco fases:

  • Empírica (nativos) – os índios tinham conhecimento sobre plantas comestíveis, venenosas e medicinais. Eram conhecimentos transmitidos oralmente.
  • Cronistas e missionários – Relatos com observações generalizadas sobre a flora, fauna e outras impressões sobre o Brasil.
  • Primeira etapa científica –iniciou com os holandeses na ocupação do nordeste por Maurício de Nassau. Em seu governo foi criado o primeiro jardim botânico e zoológico do Brasil, em Recife.
  • Naturalistas e viajantes – Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, a botânica foi impulsionada. Pesquisadores vinham ou enviavam alunos para catalogar e descrever a flora. Carl von Martius foi um dos mais importantes pesquisadores. Em 1808 D. João VI cria o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  • Escolar/ científico – foi criada a primeira escola de botânica do Brasil (na USP) com o alemão Felix Rawitscher como organizador e autor do primeiro livro didático de botânica.
    Em 1938 Frederico Carlos Hoehne criou o Departamento de Botânica de São Paulo, hoje Instituto de Botânica.

Um comentário

  1. DANES ALVES

    Gosto muito das matérias que falam sobre a natureza e a biodiversidades

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