História da Arte Brasileira

As heranças culturais e artísticas brasileiras foram originadas, primordialmente, de três fontes: indígena, portuguesa e africana.

Arte Indígena
Além de não ter sido reconhecida como arte, a produção artística indígena da época do descobrimento não foi respeitada. Os nativos brasileiros usavam penas e plumas para adornos corporais e faziam utensílios de barro, fibras, sementes e outros materiais.
As casas (ocas) eram feitas com varas, cobertas com palhas ou folhas e abrigavam várias famílias (cerca de 300 pessoas).
Eles utilizavam (e algumas tribos o fazem até hoje) diversos materiais da natureza para ajudar na caça e na pesca. As cestas de fibras trançadas, por exemplo, são úteis para o transporte de frutas e pescado. Cada tribo tem uma forma diferente de trabalhar com os materiais. Os índios que habitaram a ilha de Marajó, no Pará, deixaram notável produção em cerâmica, conhecida como arte marajoara. As obras incluem estátuas, adornos labiais e auriculares, urnas funerárias e tangas.
A pintura corporal indígena é uma arte que serve também para a identidade da tribo. Eles usavam três cores básicas: vermelho da semente de urucum, preto do suco do jenipapo e branco da tabatinga. Os desenhos costumam ser em padrões geométricos ou signos convencionais. Os índios também faziam máscaras para danças e rituais. Algumas tribos ainda vivem isoladas e tentam manter suas tradições intactas.

Arte Portuguesa
Os colonizadores portugueses implantaram no Brasil a sua religião, sua língua, seu vestuário… Além de explorar as riquezas brasileiras, os portugueses impuseram sua cultura em troca do que chamavam de desenvolvimento. A arte produzida na época era produzida pelos colégios da Companhia de Jesus (congregação religiosa católica missionária).

Arte Africana
Para o funcionamento dos engenhos de açúcar, foram trazidos os africanos escravizados. Além de sua força braçal, os africanos trouxeram também sua cultura, com músicas e danças, comidas típicas e religiões próprias. Os africanos influenciaram também a arquitetura popular. Exemplos da cultura hoje chamada de afro-brasileira são a capoeira, o candomblé e o vatapá.

Holandeses
A Holanda invadiu Salvador, na Bahia, (de 1624 a 1625) e as cidades de Olinda e Recife, em Pernambuco (de 1630 a 1954). Maurício de Nassau mandou construir, em 1637, a Cidade Maurícia em uma parte de Recife. Para isso, trouxe o arquiteto Pieter Post, acompanhado de seu irmão Frans Post e Albert Eckhout, ambos pintores naturalistas.
As obras de Frans Post exibem paisagens, a cidade e os engenhos vistos de longe enquanto que Albert Eckhout prefere natureza morta e pessoas locais retratadas como se vistas de perto. Maurício de Nassau foi o responsável pelo planejamento urbano de Recife, que recebeu estradas, pontes, diques, jardins (botânico e zoológico), palácios e museus. Além disso, Maurício também organizou sistemas de serviços básicos como o de coleta de lixo.

Barroco
Os holandeses foram expulsos em 1654 e o comercio açucareiro estava em decadência. Houve incentivo à busca pelo ouro, que atraiu diversos profissionais interessados nas riquezas brasileiras. Estes comerciantes, arquitetos, pintores e escultores trouxeram o estilo Barroco, que ainda vigorava na Europa. No Barroco brasileiro, a arquitetura teve bastante destaque. Assim como na Europa, também no Brasil os temas do estilo Barroco eram religiosos. Nas igrejas, as paredes de madeira entalhada eram recobertas com ouro e as esculturas, de madeira, eram pintadas.
As fachadas das igrejas eram simples, mas os interiores eram ricamente decorados. Usavam-se cores vibrantes e fortes, e predominava a pintura em afresco ao invés de cavalete. Como não se dava muita importância para a autoria das obras, muitas são anônimas.
O estilo Barroco varia conforme a região. Em Minas Gerais, por exemplo, por ser uma região afastada do litoral e isolada por montanhas, o Barroco teve características mais originais e menos suntuosas.
Os artistas que conhecemos da época são Mestre Ataíde e Aleijadinho. Manuel da Costa Ataíde fez afrescos em tetos de igrejas e algumas de suas figuras sacras tinham traços mestiços. Fez também painéis e iluminuras em manuscritos.
Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) era autodidata: aprendeu com livros e com o pai arquiteto. Viveu em Ouro Preto, Minas Gerais. Fez projetos arquitetônicos, entalhes e esculturas, área em que mereceu grande destaque. Esculpia figuras religiosas em pedra-sabão e madeira.
Os escritores do estilo Barroco usam jogo de palavras (cultismo) e de ideias e conceitos (conceptismo). Isso é reflexo do conflito entre as ideias renascentistas e as católicas. Na literatura barroca é frequente também o uso de várias figuras de linguagem como metáforas, antíteses e paradoxos.
O Barroco foi introduzido no Brasil pelos jesuítas, para a catequização. Para fins didáticos, o Barroco começa em 1601, com a publicação do poema Prosopopeia, de Bento Teixeira. Gregório de Matos Guerra também destacou-se na poesia e o padre Antônio Vieira na prosa, com os Sermões.
Os temas costumavam tratar da fugacidade da vida, do tempo como agente da morte e da dissolução das coisas, do castigo como decorrência do pecado e do arrependimento, num evidente apelo à religião. É frequente o conflito entre corpo e alma.
Há também exemplos de narrativas de cenas trágicas, eróticas e místicas. Gregório de Matos, apelidado de Boca do Inferno, deixou uma obra de temática ampla: poemas religiosos, satíricos, eróticos e líricos.

Missão francesa
Apoiados pelo rei D. João VI, um grupo de artistas franceses veio para o Brasil, em 1816, com o objetivo de institucionalizar a arte brasileira. Mas demorou dez anos para que eles conseguissem vencer o estilo Barroco dominante e implantar o estilo Neoclássico do Academicismo.
Joachim Lebreton era o líder e tinha um projeto de metodologia de ensino para aplicar no Brasil. Com ele vieram os pintores Jean-Baptiste Debret, Nicolas-Antoine Taunay, seu irmão escultor Auguste-Marie Taunay e o arquiteto Grandjean de Montigny, além de pedreiros, gravadores, ferreiros e outros profissionais.

3 comentários

  1. que bom que hoje as pessoas podem conhecer as estórias do brasil em qualquer lugar do mundo excelente parabéns. olha ai garotada ta mesa.

  2. Adorei, conteudo muito bem elaborado.

  3. Conteúdo muito bom, para estudantes e veteranos já desatualizados como eu gostei bastante deste curso podem conferir é ótimo…

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