Curso de Investidor de Sucesso

XI – ATIVOS DE RENDA VARIÁVEL

São ativos cujo lucro é determinado pela diferença entre o preço de compra, mais os benefícios (aluguéis, no caso de imóveis ou dividendos, no caso das ações), menos o preço de venda. Além de ações, existem outros investimentos de renda variável, como moedas (dólar, euro, iene etc), commodities (soja, boi, açúcar, café etc) e fundos de investimento de renda variável.

1- Fundos de investimentos de renda variável: os ativos que compõem a carteira dos fundos de investimentos podem ser: ações, renda fixa, mistos, cambiais, imóveis, títulos de empresas emergentes, etc. Existe uma ampla variedade de fundos de investimentos, cada qual com sua composição, por isso é importante que você conheça o seu perfil de investimento para escolher o fundo mais adequado. Nos sites dos principais bancos (seção investimentos) você poderá encontrar maiores detalhes sobre cada um dos fundos de investimentos e se ele está adequado ao seu perfil de investidor. Em geral os fundos com maior rentabilidade são aqueles de perfil de investimento mais agressivo, onde o risco é maior.
O valor mínimo de aplicação ou resgate varia muito de fundo para fundo, mas em geral a aplicação mínima começa a partir de R$ 250,00 o mesmo vale para os resgates mínimos. A tributação também é semelhante aos fundos de renda fixa, ou seja, taxa de administração e imposto de renda sobre os ganhos.

2- Investimentos imobiliários: aquisição de bens imóveis como casas, terrenos, etc. Comprar um apartamento ou sala de escritório com o objetivo de obter uma renda mensal de aluguel sempre esteve associado a segurança. Dependendo das características do imóvel, os ganhos com aluguel ficam entre 0,80% e 1,20% ao mês (sem descontar os impostos). Entretanto, investindo em imóveis você também deve levar em conta a sua baixa liquidez, isto é, se você precisar vendê-lo com urgência, poderá encontrar dificuldades.
Para minimizar esse e outros riscos, você deve tomar alguns cuidados:

Ao comprar um imóvel, a localização deve ser o primeiro fator a ser considerado. Evite imóveis que não tenham boa localização – por exemplo, em frente ou vizinhos a favelas, próximos a viadutos ou onde haja muito barulho, perto de bares e boates. A segurança e a facilidade de acesso ao trabalho e à escola dos filhos, bem como a boa infra-estrutura de serviços do bairro (como bancos, supermercados, escolas e opções de lazer), são fundamentais para a qualidade de vida e o valor do imóvel. Os imóveis localizados em regiões residenciais com serviços são os mais fáceis de alugar.
Quem investe em zonas que estão se expandindo também pode lucrar no futuro, quando a área estiver mais valorizada. Em locais onde existe pouco espaço para novos empreendimentos, os imóveis existentes tendem a se valorizar sempre.
Na hora de escolher o tipo de imóvel para investir dê preferência para os imóveis comerciais e residenciais. Os investimentos em terrenos, fazendas, sítios e casa de praia devem ser vistos com mais cautela pois demoram mais para valorizar e porque a liquidez do mercado é menor ainda, isto é, mais gente quer casa para morar do que terreno ou sítio.
No caso comercial, fuja dos imóveis que já perderam valorização, por causa de localização pouco privilegiada, e que se encontrem deteriorados. Ou, ainda, os que estejam pouco ocupados, apesar de possuírem tempo de uso.
Quanto aos imóveis usados, há sempre o risco de existir alguma pendência anterior que impeça a transferência do bem para o comprador. O ideal é ter um advogado ou uma corretora para garantir a segurança do negócio.
Também existe o risco de inadimplência no caso do aluguel (o inquilino não pagar o aluguel) e o risco de não conseguir alugar o imóvel por algum tempo, tendo que arcar sozinho com todas as despesas de manutenção.
Os custos podem acabar pesando no seu bolso, principalmente os que se referem à manutenção dos imóveis: condomínio, gastos com a faxineira para manter o imóvel limpo quando não estiver alugado, impostos e taxas, etc. Na hora de alugar é importante fazer um contrato detalhando a responsabilidade pelos custos de manutenção do imóvel, só assim você evita disputas e dores de cabeça. Não se esqueça também dos custos associados com a compra e/ou venda de um imóvel, como, por exemplo, corretagem, escritura, registro em cartório e imposto de transmissão. Os altos custos associados ao investimento em imóveis são a principal razão pela qual eles são considerados investimentos de longo prazo.
Quanto à tributação: dependendo do valor do aluguel o imposto de renda varia entre 15% e 27,5% dos ganhos. Além disso, se você alugou o imóvel através de uma corretora, é preciso pagar uma taxa mensal de cerca de 10% do valor do aluguel.
A aplicação em imóveis é para quem pretende aplicar no médio e longo prazos, então, nunca aplique em imóveis o dinheiro que você vai precisar para pagar contas, pois você pode acabar tendo problemas no seu orçamento. Se o dinheiro que você pretende investir na compra do imóvel representar mais de 30% das suas economias, então você deve analisar bem as outras alternativas de investimentos para ter certeza que está fazendo um bom negócio. Em resumo, trocando a rentabilidade pela segurança, a compra de um imóvel pode resultar, no longo prazo, em um investimento atraente.

3- DÓLAR: o investimento em dólar é indicado para:
• quem vai viajar para o exterior;
• para quem pretende enviar dinheiro para uma conta aberta no exterior (no caso quem negocia com importações;
• para quem tem dívidas em dólar ou
• em períodos de grande instabilidade econômica e inflação elevada.

Quem compra dólar como investimento também deve lembrar que há uma boa diferença entre o preço de compra e o de venda da moeda, o chamado “spread”. Assim, o investimento nesta moeda só valerá a pena se ela subir tanto que compense essa diferença (como aconteceu na desvalorização do real no começo de 1999), e ainda garanta um bom retorno comparado com os outros investimentos. Mesmo assim, se você pretende investir em dólar, os fundos referenciados em dólar são sempre melhor negócio do que ter dinheiro em espécie.
Para quem vai viajar para o exterior: o turista deve levar uma moeda estrangeira que seja aceita no país que será visitado, ou que possa ser facilmente trocada por outras, como o dólar norte-americano. Procure acompanhar a cotação do dólar com antecedência se está economizando para fazer uma viagem ao exterior, As operações de compra e venda de moeda para pessoas que vão viajar ao exterior são feitas no chamado mercado de câmbio turismo. A cotação é expressa em R$ por unidade da outra moeda.
As normas cambiais não impõem limites para compra de moeda estrangeira em casos de viagens ao exterior. No entanto, de acordo com a resolução 2.524 do Banco Central, se o valor comprado ultrapassar R$ 10 mil é preciso declará-lo à Receita Federal, antes de sair do País. Não há prazo para viajar após a compra.
Para comprar moeda estrangeira, é preciso apresentar apenas o documento de identificação (RG). A compra deve ser feita pela própria pessoa. Para os valores acima de US$ 3.000, o correspondente em moeda nacional deve ser pago por meio de cheque emitido pelo comprador ou por débito em sua conta corrente. Abaixo deste valor, a compra pode ser paga em espécie (reais).
Para a venda de moeda em espécie, para as instituições financeiras, não é preciso apresentar documentos.
Veja abaixo algumas dicas para negociar com o câmbio:
• Não deixe para comprar a moeda estrangeira na última hora. Assim você tem mais tempo para fazer pesquisa de cotações.
• Há bancos que cobram comissão sobre a compra e venda de moeda estrangeira. O comprador deve perguntar se há cobrança, porque alguns funcionários de bancos não avisam, se você não perguntar. Inclua esta comissão nos custos quando for fazer sua pesquisa de preços.
• Alguns bancos só vendem moeda estrangeira para seus clientes. Informe-se com antecedência para evitar apuros de última hora.
• Não são todas as agências bancárias que vendem dólares. Além disso, há horários específicos para a compra e venda de moeda estrangeira. Geralmente, abrem mais tarde e fecham mais cedo do que as outras operações do banco.
• Casas de câmbio e agências de viagem também podem negociar moedas estrangeiras, desde que tenham autorização do Banco Central.
• Agências centrais de bancos em São Paulo e no Rio de Janeiro, especialmente os estrangeiros, operam com outras moedas estrangeiras mais negociadas, como libra esterlina, marco alemão e iene. No entanto, é preciso se informar antes, porque nem sempre estas moedas estão disponíveis nas quantias desejadas.
Quem compra moeda estrangeira em papel-moeda (espécie) corre maiores riscos de ser roubado ou receber notas falsas, especialmente em negócios com pessoas não-autorizadas (doleiros ou pessoas físicas). Assim, todo papel-moeda deve ser comprado em banco autorizado. Porém, mesmo nas instituições autorizadas não há normas específicas de controle para notas falsas. Cadacasa de câmbio tem seus métodos para verificar a autenticidade de uma nota, utilizando máquinas específicas. Para guardar seus dólares, procure o aluguel de cofres em bancos, que além dos dólares, podem guardar outros objetos de valor. É mais seguro que guardar em casa…

4- OURO: o preço do ouro no Brasil é fixado em função da variação do dólar e da variação do preço do metal no mercado internacional. Portanto, tenha cuidado ao investir nesse mercado, já que a cotação do dólar será decisiva no rendimento da sua aplicação. Além disso, em momentos de variação excessiva e incertezas, você pode ter maior dificuldade de negociação na hora de se desfazer da aplicação. Se decidir investir procure realizar com uma pequena parcela do seu capital.
Por ser considerada uma aplicação segura, em períodos de crise os investidores buscam a proteção comprando o metal e o preço sobe. Só que, assim como ele sobe, pode cair rapidamente, caso diminuam as incertezas do mercado. A vantagem do ouro é que ainda hoje ele serve como reserva de valor porque em épocas de crise econômica o metal costuma valorizar-se. Outro atrativo é que, assim como o dólar, ele é aceito em todo o mundo. Mas o investidor deve observar que o ouro pode não oferecer uma rentabilidade que faça o investimento superar a inflação ou acompanhar outros tipos de aplicação, além de que tem liquidez baixa.
Antes de investir em ouro, primeiro o investidor deve analisar qual é seu objetivo. Se ele pretende fazer seu dinheiro render, obtendo no futuro uma quantia maior do que aquela que aplicou, o melhor é procurar uma opção de investimento mais rentável. O ouro pode ser comprado em épocas de inflação alta ou de crise econômica duradouras, como uma forma de proteger seu dinheiro.
No País, as formas mais conhecidas de aplicação são as operações nos mercados futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros, a BM&F. Nesse caso, você não compra diretamente o ouro físico, mas contratos que serão registrados. Ao depositar o dinheiro correspondente na bolsa, você recebe uma notificação de que possui um certificado de ouro, que fica depositado, sob custódia, na bolsa. Se quiser, depois você pode até retirar o ativo. Para você comprar ouro na BM&F, você não precisa ir até lá. Basta procurar um banco ou corretora de valores.
Cotação – O valor do metal no Brasil acompanha a variação do preço internacional e a cotação do dólar aqui.
Se você tem interesse em investir em ouro, leia esta reportagem da revista Exame online.

3- Ações: são títulos negociáveis de renda variável que representam a menor parcela do capital de uma empresa. Ou seja, ações são como pedaços de uma empresa. Quando você compra ações de uma empresa é como você possuísse pedaços dessa empresa. As empresas precisam de dinheiro para financiar suas compras, ampliar instalações, ampliar os negócios, etc. Para não pegar esse dinheiro emprestado com os bancos onde os juros são altos, as empresas emitem ações para levantar o dinheiro sem o pagamento dos juros. Para compensar ela paga aos sócios (que são os compradores das ações – os acionistas) a participação nos lucros (dividendos). Esta é uma forma das empresas conseguirem dinheiro com baixo custo. Quando você compra ações é como se você emprestasse dinheiro para uma empresa e em troca recebe parte do lucro dela. As ações são conversíveis em dinheiro a qualquer tempo, sendo negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
As ações podem ser de dois tipos:

23 comentários

  1. gislaine lima

    Nossa!! me sinto mais informada,util e feliz!!!
    Obrigada pela iniciativa!!!!
    Fica com Deus!!!

  2. Daiane silva

    Otimo curso, um conceito excelente no dia-dia!

  3. Parabéns pela iniciativa de disponibilizar este curso. Muito bom mesmo.

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