Curso de Hipnose

LIÇÃO XXI

Clarividência, o que é. -Entre os camponeses da Escócia e mais especialmente da Dinamarca, não é raro encontrar-se pessoas, em cujas famílias o dom a que eles chamam de segunda vista tem sido transmitido desde séculos. Segunda vista não é senão a segunda denominação daquilo que agora chamamos clarividência e parece ser o reflexo do conhecimento intuitivo que tem sido conferido a certos indivíduos, graças ao seu anormal estado mental. Ainda que, a tal respeito, a clarividência seja assaz comum, ela pode, no entanto, ser desenvolvida pela hipnose e muitas profecias admiráveis tem sido anunciadas pelos pacientes clarividentes sob a influência hipnótica. Isto mostra, pois, que não se deve confundir a força em si mesma com o poder de ler no espírito das pessoas presentes ou das pessoas afastadas.

Diferença entre a clarividência e a transmissão do pensamento. -O que distingue a clarividência da telepatia é que esta última não se ocupa senão das coisas que se deram ou estão se dando no mesmo instante, pelo conhecimento das pessoas que estão em relação com o paciente; enquanto a clarividência se ocupa mais particularmente da profecia ou da predição de sucessos que estão ainda por vir.
Os fenômenos de clarividência são variados e maravilhosos até o extremo e quando se vos der as instruções necessárias para produzirdes a clarividência nos melhores pacientes, tomarei a liberdade de citar, entre os anais da história, um dos numerosos casos do poder da clarividência concedido a seres humanos e aparentemente recusado a outros.

Como desenvolver a clarividência nos pacientes. -Para conseguirdes desenvolver a clarividência nos pacientes, importa, antes de tudo, que façais uma boa seleção dos Vossos melhores sonambulistas, porque tereis muito mais probabilidade de achar entre estes últimos quem possa tornar-se clarividente do que naqueles que não caem senão nos casos de hipnose muito ligeira. Se achardes um paciente que, ao despertar, não se lembre de nenhum dos fatos que se têm passado durante o seu sono, que segue integralmente as sugestões pós-hipnóticas e no qual podereis à vontade fazer passar o fenômeno da ilusão dos sentidos, esse paciente poderá, pelo entrenamento, entrar nas condições mais profundas da vista clara ou da clarividência. Semelhante pessoa será não somente capaz de produzir os sucessos com uma precisão extraordinária, senão que poderá ainda dar uma súmula exata das coisas que se passam ao longe, podendo aparentemente e à vontade lançar o seu espírito à aventura, enquanto o seu corpo fica inativo sobre a cadeira.

Prova de clarividência. -Para fazerdes a experiência da clarividência no paciente, começai por mergulha-lo num sono profundo, e então, estando a seu lado, dizei-lhe: “Afastai-vos cada vez mais, dormi profundamente e libertai o vosso espírito de todo embaraço para permitirdes que viaje a seu bel prazer por onde lhe aprouver, com o fim de dar-vos informações do que se passa em países onde nunca esteve”. Nesse momento, tornai o sono mais profundo, fazendo novas sugestões e dizei: “Contar-me-eis tudo o que virdes, dir-me-eis tudo o que estais presenciando com os olhos do espírito no caminho que seguis. Vou, agora, fazer-vos atravessar o mar e ides dar-me uma narração exata do que se está passando em minha casa, na Inglaterra, e uma descrição das pessoas e dos lugares que visitardes. O espírito tem asas e ides imeditamente levantar o vôo. Agora atravessareis o mar e chegareis; dizei-me onde estais e o que estais vendo”.

18 comentários

  1. Jeferson martins

    Quando começei fazer teologia começamos aprender algumas coisa sobre a hipnose e hoje tenho bastante aprender sobre isso acho profundamente muito bom e sei que a niveis muito importantes para todos que tem bom coração e uma mente aberta para ajudar. parabéns pelo curso.
    continue sempre ajudando o caminho é esse mesmo.

  2. Rafael Reiter

    Olá
    gostaria de saber sobre as referencias bibliográficas,
    para me aprofundar mais sobre o assunto

  3. Guilherme

    Parece bom…

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