Curso de Musculação
Definições:
Força máxima:
Representa a maior força disponível que o sistema neuromuscular pode mobilizar através de uma contração muscular máxima voluntária.
A força absoluta total é ainda maior do que a força máxima, pois ela representa a soma da força máxima e da força de reserva, mobilizada somente sob condições fisiológicas extremas (risco de morte, hipnose, etc…).
A força máxima dinâmica é a força máxima que o sistema neuromuscular pode desenvolver por uma contração muscular voluntária dentro de uma determinada seqüência de movimentos.
A força máxima estática é sempre maior que a força muscular máxima dinâmica, pois uma força máxima somente pode ser desenvolvida se a sobrecarga (limite) e a capacidade de contração muscular estiverem em equilíbrio.
A força máxima depende dos seguintes componentes:
Das secções transversais dos músculos.
Da coordenação intermuscular (coordenação entre os músculos que atuam como agonistas em um mesmo movimento e que trabalham juntos em um mesmo movimento).
Da coordenação intramuscular (coordenação esta de dentro do músculo).
Pode haver uma melhoria da força máxima através da melhoria de qualquer um destes componentes.
O emprego do treinamento da força máxima dinâmica isotônica concêntrica e excêntrica, provoca a curto prazo sobretudo um aumento da força devido à melhoria da coordenação intramuscular.
Os substratos metabólicos de alta energia (ATP-PC) desempenham um papel imprescindível e decisivo no desempenho da força muscular, uma vez que o período de tempo compreendido até o desenvolvimento da força muscular máxima é de alguns segundos e o treinamento para o desenvolvimento da força muscular máxima leva a um rápido acúmulo de lactato orgânico a nível muscular no interior da célula, e conseqüentemente há uma queda do desempenho para um nível submáximo.
Tipos de fibras musculares:
De acordo com diversos estudos bioquímicos o desenvolvimento do impulso inicial da força muscular, está diretamente ligada e correlacionada com o percentual de fibras de contração muscular rápida, contrariamente ao que acontece com o desenvolvimento da força muscular máxima, da qual participam as fibras musculares de contração rápida e lenta.
As fibras musculares de contração rápida (T2), podem ser subdivididas em: IIc, IIa, IIb. As fibras musculares do tipo IIb apresentam o menor tempo de contração e portanto a maior velocidade de contração, elas podem ser seletivamente desenvolvidas, através de um treinamento específico e com isto, determinados movimentos úteis para a força de velocidade.
Sob o termo força explosiva, entende-se a capacidade física de desenvolver uma força num curto intervalo de tempo, sendo o mais rápido possível um movimento explosivo, dependendo da sua velocidade de contração das unidades motoras das fibras de contração rápida, do n° de unidades motoras contraídas e da força de contração muscular das fibras musculares recrutadas.
Com pequeno incremento da resistência há o predomínio da força de velocidade (força rápida) com o aumento da sobrecarga há a mobilização da força explosiva e com sobrecargas maiores enfatiza-se o trabalho de contração da força muscular máxima.
A força de resistência é a capacidade de resistência à fadiga muscular precoce e periférica em condições de desempenho prolongado de força. A capacidade de força de resistência deve visar uma adaptação da função oxidativa das fibras musculares de contração rápida e lenta. Nesta adaptação incluem-se tanto novos processamentos neuromusculares bem como a formação de novas estruturas contrateis dos músculos.
O estado de desenvolvimento das diversas capacidades de força muscular (efeitos do treinamento) deve ser regularmente controladas e a reprodutividade do treinamento de força realizado deve ser devidamente documentada.
Tipos de trabalho muscular:
Trabalho muscular do tipo dominante: predominante na maioria dos movimentos desportivos, possibilita pelo encurtamento dos músculos, movimentar o próprio corpo ou ainda um corpo ou objetivo externo.
Trabalho muscular do tipo cedente: este presta-se à neutralização de saltos e à implementação dos movimentos.
Trabalho muscular do tipo permanente: presta-se à manutenção da postura corporal e de membros.
Trabalho muscular do tipo combinado: é caracterizado por elementos dominantes, cedentes e/ou permanentes
Treinabilidade: capacidade de assimilação de um tipo de período ou estímulo específico de treinamento.
Fibras intermediárias: são fibras musculares que não podem ser consideradas como fibras musculares de contração lenta, ST, T1 ou então de contração rápida FT, T2. Estas fibras musculares podem ser transformadas em fibras musculares ST ou FT, de acordo com o tipo de treinamento.
Imediatamente após um treinamento de força há um aumento da testosterona endógena, sobretudo, após um treinamento de força de alta intensidade.
Um treinamento de força não resulta em um aumento da força muscular apenas devido a mecanismos morfofisiológicos, mas também a fatores genéticos, hereditários, alimentares, recuperatórios e principalmente bioquímicos e metabólicos (aumento nas reservas de glicogênio, e de fosfocreatina), podendo com o treino adotado, um aumento de 20 à 75% dos substratos energéticos a base de peso corporal dentro das células musculares.
Conforme é previsto com o treinamento de força dentro das salas de musculação das academias, observa-se um aumento da força muscular pouco tempo após o início do treinamento de força muscular. Como um tempo tão curto não é suficiente para que haja um aumento da massa muscular que requer várias semanas ou meses de treino, atribui-se o aumento da força muscular a melhoria da capacidade coordenativa muscular, ou seja, há com isso uma somatização e otimização da coordenação intra e intermuscular. Com o decorrer do treinamento atribui-se um aumento da força muscular que ocorre em função do aumento da fibra muscular e da secção transversal da mesma. Comparando-se fibras musculares de mesma massa muscular e mesma secção transversal, desenvolve maior força aquela que apresentar uma maior capacidade coordenativa neuromuscular.
A melhoria da coordenação intramuscular deve-se à melhoria da inervação intramuscular, isto é, numa mesma contração muscular voluntária podem se mobilizar simultaneamente (sincronismo) um maior n° de fibras musculares. Um aumento gradual da força muscular ocorre em função de um recrutamento crescente de um n° cada vez maior de unidades motoras, sendo estas cada vez mais fortes. As unidades motoras mais fortes produzem e apresenta também uma maior freqüência de ativação e excitação neuromuscular.
A força muscular é inicialmente uma função linear com um coeficiente linear que denota grande velocidade de aumento da mesma. Num determinado ponto há uma mudança no declínio desta função, mudança do coeficiente angular o que denota menor velocidade de aumento da força muscular, até que esta atinja seu máximo. Cada ponto de transição implica o acionamento de um novo grupo de fibras musculares em direção à sua força muscular máxima. O treinamento através da melhoria da capacidade coordenativa tende a linearizar o aumento da força em função do tempo de treinamento.
A melhoria do aumento da estimulação da inervação intermuscular pode ser explicado devido à melhoria da coordenação dos grupos musculares, participantes de um determinado movimento em que tanto agonistas quanto antagonistas desempenham um importante papel. O trabalho torna-se mais efetivo e econômico em razão da melhoria da coordenação intermuscular.
Um indivíduo bem treinado, quando comparado à um sedentário mobiliza para um determinado movimento não somente os músculos relevante para o movimento, como também a intensidade adequada para a realização de tal tarefa.
A hipertrofia muscular deve-se à hipertrofia (aumento do tamanho) de cada fibra muscular isoladamente, devido ao aumento das miofibrilas e de sua secção transversal. Entretanto, deve-se notar que os diversos tipos de fibras musculares tipo 1 (ST) e tipo 2 (FT(IIa, IIb, IIc)) são diferentemente requisitadas, de acordo com o tipo de exercício, o volume e a intensidade de treinamento. O treinamento com baixa intensidade estimulam quase que exclusivamente as fibras musculares do tipo 1. Em treinamento de intensidade intermediária, as fibras musculares do tipo 2 passam a ser gradualmente requisitadas e estimuladas (primeiramente a IIc, seguida pela IIa e finalmente IIb, sendo esta última a fibra muscular mais rápida e mais forte do organismo humano).
Com sobrecargas acima de 75% da força muscular máxima são mobilizados igualmente todos os tipos de fibras musculares. A hipertrofia muscular é também atribuída além da intensidade adequada de treinamento, o limiar crítico de tensão, e a uma maior biodisponibilidade de ATP por unidade de tempo e por célula muscular excitada.
As sobrecargas ideais de treinamento para um aumento da massa muscular são aquelas que permitem um n° máximo de 10 repetições. Se há um aumento da força muscular devido à melhoria da coordenação intra ou intermuscular ou devido ao diâmetro (secção) transversal deste músculo, e vai depender também o tipo de treinamento e de seu método de uso.
Da mesma forma, a especificidade de um treinamento, determina qual tipo de fibra muscular será requisitada com maior intensidade e de que forma.
O treinamento de força muscular deve ser executado de acordo com seus objetivos gerais e específicos, incluindo estímulos de acordo com estes objetivos. Volume baixo, médio ou alto, intensidade baixa, média ou alta, velocidade de movimentação, etc…
A hipnose provoca um aumento de 10% da força muscular máxima em atletas treinados (elite) e de até 35% em pessoas não treinadas.
Estudos observaram uma variação media de 5 à 15% da força muscular ao longo do dia. A força muscular máxima foi observada na parte da manha e a mínima à noite. Deve-se entretanto, considerar que o condicionamento de treinar à noite pode fazer com que este seja o período de maior força, devido a continuidade e especificidade do treino a esta hora.
De modo geral, pode-se dizer que a força muscular rapidamente adquirida pode ser rapidamente perdida, enquanto que a força muscular lentamente adquirida (pelo menos 1 ano de treino) é lentamente perdida. Sob intenso repouso, um músculo pode perder até 30% de sua força muscular em uma única semana.
Adicionalmente, foi observado que se a força muscular adquirida não se deve somente a uma melhoria da inervação das unidades motoras, mas a um aumento de massa muscular, ela pode ser mantida por um período maior de tempo.
O efeito do treinamento também deve ser considerado em função do nível inicial de condicionamento físico. O maior índice de força muscular ocorre no início do treinamento. Conforme se aproxima de um melhor nível de aptidão física que o indivíduo consegue adquirir, o nível de ganho do crescimento de força muscular cai drasticamente, ou seja, quanto mais treinado, menos treinável fica o indivíduo.
Por esta razão, o desenvolvimento da força muscular pode ser dividida em 4 etapas distintas:
Força muscular inicial: força muscular máxima no início do treinamento.
Força muscular relativa: força muscular máxima durante o processo de treinamento.
Força muscular limite: força muscular máxima individual atingida após interrupção do treinamento.
Força muscular final: é o ápice do desempenho de força muscular máxima que um indivíduo pode possuir.
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julho 2nd, 2008 at 18:27
Achei muito intessante o site e muito variado as opções de cursos que ele dispõem, isso é muito importante.
julho 2nd, 2008 at 22:52
Adoro musculação, treino a anos e sempre que possivel leio revista especialisadas no assunto, pretende enterder um pouco mais com esse curso, e sei que vou obter exito.
agosto 7th, 2008 at 14:23
Adorei este site, muito interassante…
outubro 21st, 2008 at 18:03
achei este site muito interessante
alguem poderia me dar umas dicas
fiz plastica na barriga ha seis meses qual e a forma de axercicios que devo comecar a fazer para manter o corpo
desde ja agradeco e parabens pelo site
outubro 30th, 2008 at 14:47
Achei muito proveitoso a iniciativa de vcs em colocarem informações pra todo lado nesse site, parabéns a todos
novembro 10th, 2008 at 20:04
adorei esse curso de musculação,vou fazer educação-fisica e é muito interessante pra mim!!!!curto muito academia em especial musculação,novidades mande pro meu e-mail…
novembro 13th, 2008 at 15:15
Hummm, Faço academia a 4 meses =) Esse site me ajudou mais ainda
novembro 19th, 2008 at 4:24
Ta legal.eu tenho 1.78m sou magro nunca treinei musculacao eu queria saber quantos cm de coxa e panturrilha posso ganhar em 10meses sem suplementos e sem anabolizantes so com grande treino e grande alimentaçao as minhas medidas sao 1m de peito 40cm de braco 80cm de abdominal 65cm de coxa 40cm de panturrilha respondam ai. vlw
janeiro 6th, 2009 at 18:08
Adorei, tive melhores resultados em meus próprios treinos ………obrigada!!!!!!
janeiro 16th, 2009 at 10:12
faço academia a mais de 01 ano, encontrei por acaso este site, acho muito interessante, vou com certeza ver outros cursos
janeiro 16th, 2009 at 18:40
meu filho tem 15 anos,seria bom ele fazer nesta fase de sua vida de adolescente musculaçao?
março 4th, 2009 at 18:48
Tenho, 1,58 sou magra, e gostaria de engrossar as pernas e deixar meu bumbum arredondadinho, em que a musculação poderia me ajudar, não pratico nenhum esporte, tenho 30 anos e 2 filhos, porém não tenho barriga estou até bem de corpo mas gostaria de ter mais volume nas pernas, tenho a cintura bem pequena e meu busto é farto contudo muito bonito, agradeço a atençao de voces para o assunto.
março 10th, 2009 at 20:56
olá…sou professora d musculação…
trabalhei em uma academia quase sete anos no rs
treinei cléber giovani, campeão gaúcho de fisiculturismo
agora pedi demissão e vim morar em brasília
adorei este site…
se precisarem d ajuda…é só me chamar!!!
março 19th, 2009 at 8:40
Gostaria de saber, se mesmo tendo problemas de coluna posso iniciar atividade de musculação.
Desde já obrigado.
março 26th, 2009 at 21:36
esse site é muito legal por que nos ajuda ha aprender a muitas coisas valew!!!!!!!!!!!!!!!!!
abril 26th, 2009 at 18:44
muito bom mesmo todo contéudo do site gostei da maioria de cursos um contéudo bastante rico.
maio 6th, 2009 at 16:33
gostei muito desse site pretendo fazer educaçao
fisica vai me ajudar saber um pouco mais sobre essa
profissão que cresce cada dia mais .
maio 9th, 2009 at 20:07
Fiz o curso de musculação. Pra mim foi de grande valia e percebi na academia que o professer segue na risca os procedimentos em relação aos treinamentos.
maio 10th, 2009 at 17:46
parabens pelo site ja q vcs proporcinam muitas oportunidades para pessoas q querem aprender coisas novas. precisamos de sites como estes.
maio 19th, 2009 at 21:37
Um dos melhores sites que ja vi até hj , no que tange a conselhos, duvidas , desenvolvimentos… Estão de parabens.. é um site de extremo conteúdo prático e objetivo.
junho 1st, 2009 at 19:39
Gosto demais da parte física, pretendo cursar Educação Física mesmo com a idade que tenho. Até porque sei da dificuldade de muitas pessoas que nãO tem condição de pagarem uma academia pelos valores que são cobrados. Então com isso pretendo da uma força para essas pessoas. E o site ainda me deu mais esperenças de nunca desistir do meu sonho, de me tornar um profissonal na área. Muito obrigado
janeiro 12th, 2010 at 17:27
Amei este site!!! Minhas rótulas sairam do lugar e penei durante cinco anos perdi muita massa muscular nas pernas ,mal me aguentava em pé .
Tive também fibromialgia. Fiz vários tipos de tratamentos. Sozinha fazia exercícios de higroterapia pois fora da água tinha muita dor.
Faço musculação à seis meses e já consigo subir escadas e estou quase curada graças à Deus.
Através desse site fiquei sabendo que também perdi massa óssea.Foi muito esclarecedor. Muitíssimo obrigada por tudo.
março 2nd, 2010 at 13:41
Adorei este site, fiquei mais musculoso, adoreiiiiiiii……….