Curso de Digitação

Recomendações sobre o mobiliário

Cadeira

Altura regulável e em que o encosto fique posicionado exatamente na curvatura lombar. O encosto também tem de ser flexível, não permitindo que o usuário escorregue para trás, mas que acompanhe o movimento do tronco. É importante que os pés estejam firmes ao chão. Caso contrário, o usuário deve providenciar um suporte para eles.

Mesa

É preciso que tenha regulagem independente de altura para monitor e teclado. A borda superior da tela tem que estar na altura dos olhos e o teclado coincidir com a altura do cotovelo.

Tela anti-reflexiva

88 por cento dos monitores apresentam nível de reflexão acima do aceitável. Ora os olhos se habilitam com o claro, ora com o escuro, o que provoca o cansaço da vista. Aconselha-se a utilização de tela de nylon fina importada.

Apoios para pulsos e palma da mão

Se a mesa dispuser de apoio para pulso, deve ser providenciado um. De preferência de espuma. O pulso não pode ficar em posição quebrada quando da digitação – uma das agravantes da tenossinovite. No manuseio do mouse é necessário um apoio de mão, também para manter o pulso neutro.

Suporte para documento

Deve ficar preso ao monitor. A alternância do foco, ora 50, ora 70 centímetros, cansa a vista.
Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e estresse cumulativo proveniente da utilização de computadores têm sido alguns dos problemas mais comente enfrentados por trabalhadores nos dias de hoje. Os micros se tornaram peças indispensáveis em inúmeros segmentos do mercado. Mas as precauções tomadas para evitar os males decorrentes da utilização exagerada dessas máquinas não têm acompanhamento o ritmo de seu emprego.
Pesquisas na área de ergonomia têm demonstrado que o design inadequado não só do microprocessador, mas também do mobiliário em que o aparelho está inserido provoca desconforto a tal ponto ao trabalhador que diminui sua capacidade produtiva. O usuário, quando não dispõe de condições apropriadas para realização do trabalho de modo seguro e confortável, tende a apresentar problemas principalmente no pescoço, na região lombar, nos olhos e nos tendões das mãos e dos pulsos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, nos últimos anos, dos trabalhadores licenciados por motivo de saúde, 20% sofrem de problemas músculo-esqueléticos, ou seja, conseqüências do (mau) uso da informática.
Para a ergonomia Venétia Santos, diretora da Ergon Projetos, o mundo assiste a uma evolução no modo de trabalho. “Hoje, o homem passa muito tempo sentado. É preciso que o mercado se adapte a essa evolução”. O ser humano não está preparado para permanecer oito horas contínuas na mesma posição “. Ainda na opinião de Venétia, o trabalhador vive sob constante pressão. Ela diz que por isso necessário que se dê a ela a estrutura necessária em seu local de trabalho. “Vão forçar cada vez mais a produtividade nas empresas. O trabalhador será ainda mais exigido. Temos que encontrar uma fórmula para melhorar suas condições de trabalho, se não ele não agüenta”, comenta.
Ela recomenda que para cada hora de trabalho a pessoa descanse pelo menos de cinco a dez minutos. E ressalta a importância do relaxamento. Acrescenta que cada um, no entanto, tem seu modo próprio de relaxar, como assistir à TV, ouvir música ou fazer exercícios.
As inovações para os teclados começaram a surgir para tentar combater os males que afetam números cada vez maiores de trabalhadores em centrais de atendimento, digitadores e jornalistas – profissionais que sobrecarregam os tendões em jornadas que excedem até seis horas ininterruptas de trabalho. Estes males são as lesões por Esforço Repetitivo (LER). A tenossinovite é a mais conhecida delas. Em estágio avançado, ela pode provocar espasmos de dor que impedem que a pessoa segure até mesmo um objeto leve, como uma caneta. Os principais meios para evitar as LER são fazer exercícios com as mãos a cada hora de trabalho e utilizar um apoio para pulso nos teclados.
O problema tornou tão sério ultimamente que o governador do Rio de Janeiro, Marcello Alencar, sancionou em agosto do ano 96 uma lei (n.º 2.586/96) que estabelece normas de prevenção das doenças e critérios de defesa da saúde dos trabalhadores em relação às atividades que possam desencadear lesões por esforço repetitivo. A lei define as LER como provocadas por atividades que exigem do trabalhador, de forma combinada ou não: “a) utilização repetitiva, continuada e forçada, de grupos musculares; b) manutenção de posturas inadequadas; c) tensão psicológica decorrente do ritmo, intensidade, duração da jornada ou mecanismos do controle do trabalho; e d) fatores relacionais aos postos de trabalho, aos equipamentos e às condições de trabalho que limitam a autonomia dos trabalhadores sobre os movimentos do próprio corpo e reduzem sua criatividade e liberdade de expressão.
O designer Freddy van Camp, professor da Escola Superior de Desenho Industrial, reforça a tese de Venétia Campos em relação à importância do mobiliário para o usuário de informática. Diz que a ergonomia não deve estar apenas no computador, mas também no suporte. “O conforto no posto de trabalho não é apenas um problema de medida, postura, tipo de teclado. O computador hoje faz parte de um sistema e precisa estar inserido nele”, observa.
Ele cita a questão da altura adequada da mesa. Segundo van Camp, a mesa-padrão de trabalho deve medir 75cm de altura, mas o teclado tem de estar a 68cm. “O que se fez? Produziram-se mesas de 72cm, que não atendem a nenhuma das duas recomendações, e outra de altura variável, uma boa solução mas que cai no problema do aumento do custo. Têm de ser encontradas soluções para problemas como esse”, afirma.
O Próprio van Camp criou uma saída: desenvolveu uma mesa de 75cm de altura, mas com um suporte retrátil de 68cm para l teclado. “O problema é que o consumidor gasta até R$ 3 mil com o computador, mas se recusa a pagar R$ 100,00 para o suporte adequado. Então compra produtos de baixa qualidade e que não atendam as questões fundamentais”, comenta.

104 comentários

  1. nossa…muito bom esse curso!!

  2. Filipe

    Bom dia o curso é ótimo já aprendi a digitar muito bem!

  3. Natália Andrade

    Olá,
    Hoje terminei o curso de digitação concluído em 22 dias. Achei o curso muito bom e recomendo. Além de me ajudar a digitar mais rápido aprendi a digitar corretamente. O começo é bem difícil e pensei que seria impossível digitar rápido.É Preciso persistência e treino mais valeu
    muito a pena e por isso deixo aqui meu comentário de incentivo.

  4. Maycon Leandro

    Nossa este curso é o melhor que tem ja estou dgitando rapidamente.

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